Trilogia Nunca Jamais - Colleen Hoover e Taryn Fisher

22 maio, 2017

Diferente do habitual aqui no blog, vou, em um único post, resenhar a trilogia toda.

Charlize (Charlie) Wynwood e Silas Nash são melhores amigos desde pequenos. Mas, agora, são completos estranhos. O primeiro beijo, a primeira briga, o momento em que se apaixonaram... Toda recordação desapareceu. E nenhum dos dois tem ideia do que aconteceu e em quem podem confiar.

Charlie e Silas precisam trabalhar juntos para descobrir a verdade sobre o que aconteceu com eles e o porquê. Mas, quanto mais eles aprendem sobre quem eram, mais questionam o motivo pelo qual se juntaram no passado.





Um dia, de repente, Charlie Wynwood acorda no meio da aula sem saber quem é; ela não reconhece as pessoas ao seu redor, não sabe onde está e muito menos o seu nome; sequer sabe qual a sua aparência! "Carregada" pela melhor amiga durante as aulas, Charlie capta no ar algumas informações, quem são seus amigos, quais aulas ainda faltam e quem é seu namorado, Silas. Quando a próxima aula começa, Silas senta ao seu lado, e nos olhos dele Charlie vê o mesmo pânico que os seus próprios olhos refletem. O que quer que tenha acontecido com ela, aconteceu com Silas também...
"Os olhos dela são como dois livros abertos e eu de repente quero devorar todas as páginas."
O primeiro livro foi muito muito bom, largando apenas fragmentos do que pode ter acontecido e das versões anteriores de Charlie e Silas, o que eles descobrem: eles foram fortemente apaixonados por um tempo, depois alguma confusão entre as famílias acabou com o pai de Charlie preso e criou entre eles um "buraco" que parecia intransponível, afinal cada um defendia a sua própria família, como poderiam continuar juntos depois disso?

São fatos/fragmentos que conseguem entender, mas nada que explique o que aconteceu com eles, nem o porque...
"Que estranho ser feita de carne, equilibrada em osso, e preenchida com uma alma que nunca conheci."
No segundo livro, Charlie acorda em um lugar desconhecido que se assemelha a um hospital, ela é mantida a base de medicamentos enquanto, fora dali, Silas faz de tudo para encontrá-la novamente, e dessa vez com uma certeza: o que vem acontecendo é um ciclo, ele deve encontrá-la logo, antes que suas memórias recentes sumam outra vez.

Por fim, o terceiro livro. Esse deveria guardar a grande revelação, mostrar o porque de tudo isso ter acontecido com ele enquanto os dois pombinhos apaixonados dão outra chance ao relacionamento. Certo? Isso é o que qualquer leitor esperaria, e de fato acontece, mas a justificativa (a meu ver) foi tão fraca, tão ruim, e tão pouco explicada que quando a história terminou fez eu me questionar do porque de sequer ter começado a ler. Ou seja, passou bem longe das minhas expectativas, o que é muito triste considerando que adoro os livros da Colleen Hoover - todos que li até agora, eu adorei! - então encontrar uma história "ruim" dela, foi decepcionante.

Outra questão: o primeiro livro tem quase duzentas páginas, mas os seguintes mal chegam a cem... Por que não colocar tudo num livro só?! Fora ganhar mais dinheiro e torturar os leitores com a espera para o lançamento de cada um, não tem razão para lançar livros separados.
"Quero sentir isso de novo. Quero lembrar como é amar alguém desse jeito. E não qualquer pessoa. Quero saber como é amar Charlie".
O livro tem quotes lindos, e conforme Charlie e Silas se aproximam mais e mais, você torce por eles como casal, mas o enredo principal que é explicar o que e porquê aconteceu isso com eles, ficou bem superficial. Até mesmo a briga entre as famílias ficou mal feita! Os livros da Colleen Hoover são conhecidos pelo drama e pela intensidade, então eu esperava um desfecho magnífico com lágrimas e muitos gritos e toda aquela cena, mas não chegou nem perto disso.

Infelizmente, não consigo recomendar essa trilogia. Repito, o primeiro livro foi ótimo, mas não compensa pelos livros seguintes, que trazem frustração atrás de frustração.

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