A Mais Pura Verdade - Dan Gemeinhart

12 agosto, 2016


Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha.
Mas, em certo sentido um sentido muito importante , Mark não tem nada a ver com as outras crianças.
Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram.
Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier.Nem que seja a última coisa que ele faça. 
A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.


A Mais Pura Verdade é um desses livros que você deixa de lado na estante, postergando a leitura, mas no momento que abre o livro fica cativado desde a primeira página. Demorei para lê-lo para fugir da onda de livros com personagens doentes e futuros mórbidos, até que a curiosidade falou mais alto, afinal um livro com mais de duzentas resenhas no skoob e nota maior que quatro realmente chama a atenção, e digo que cada página fez valer cada estrela lá marcada.

Mark já não aguenta mais as idas ao hospital, o fardo da doença e o fato de saber que não tem cura, mas, principalmente, ele odeia não pode alcançar seus sonhos por estar sempre preso nessa rotina de casa-hospital, até que ele tem uma ideia: fugir.
Com tudo bem planejado, Mark bola um modo de embarcar no trem sozinho, somente com seu cachorrinho de estimação na mochila e o sonho de escalar uma montanha.
Na cidade que deixa para trás, não se fala em outra coisa além do "menino doente que fugiu" e apesar das especulações, somente uma pessoa sabe quais os planos de Mark, Jess, sua melhor amiga, que foi avisada por um bilhete.
Tendo sua câmera em mãos para registrar todos os momentos, Mark enfrenta os percalços da viagem, os desconfortos que sua doença ainda lhe causa, o frio e pessoas má intencionadas, mas na mesma viagem também encontra pessoas boas e ajuda - a demonstração de que o bem e o mal existem em todos os lugares.
O livro explora ambos os lados: por um lado está a família de Mark sem saber o que fazer nem onde encontrá-lo, por outro temos esse menino que tudo que deseja é escalar o Monte Rainier, nem que seja a última coisa que ele faça.

Por meio de uma escrita carregada de sentimentos o autor dá vida às páginas e cativa o autor a cada parágrafo com uma história cheia de significado. A Mais Pura Verdade apesar de ter capítulos curtos e uma leitura fluída, deve ser lido com calma para apreciar a mensagem que o livro passa - mesmo que seja difícil conter a curiosidade, afinal, Mark vai chegar ao topo do monte?! - e, além de emocionante, é um livro que fica na sua cabeça por dias depois de concluir a leitura, pois passa uma mensagem de superação que faz refletir.
Relutei para lê-lo justamente por saber que seria para refletir, tem que estar no humor para esse tipo de livro, e foi a melhor coisa. Com o ânimo tranquila comecei a leitura da obra, conclui rapidamente e cheia de emoções. Bem escrito, com uma ótima diagramação, a fonte tem um tamanho legal e o ponto de vista da narração alterna entre Mark e sua família a sua procura, o que dá um gás maior e uma ansiedade sempre com a expectativa "do que está acontecendo do outro lado".
“Nunca é tarde demais para viver a maior aventura da nossa vida.”

6 comentários:

  1. Olá!
    Já vi muita gente falando bem desse livro, eu ainda não li porque não estou no clima de lê-lo, como ando um pouco pra baixo acho que lê-lo nesse momento me deixaria pior.
    Mas no futuro quero muito ler, e acompanhar a jornada de Mark, minha curiosidade de saber se ele conseguiu subir a montanha e acompanhar sua superação deve ser uma viagem e tanto.
    Bjokas!

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  2. Eu dei uma perdida nesse livro e não fiquei muito com vontade de ler, apesar da sinopse ser bem legal. Acho que se pegasse iria ter a mesma surpresa, porque parece que encanta, tem uma história que vai te ganhando aos poucos e se deixa essa mensagem na cabeça, a história fica contigo, deve ser bom. Talvez alguma hora acabe lendo, mas ainda não. Não estou muito no clima para esse tipo de trama...

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  3. Eu não curto o gênero sick-lit - ás vezes chego a achar a premissa mórbida - e mesmo que tenha a ver com uma criança e seus sonhos, ainda acho o tipo de leitura que impressiona, é pesada.

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  4. Oi.
    Eu não curto muito esse género não, para mim esse tipo de leitura simplesmente não funcionaria, a premissa é interessante mas não me conquistou não.
    Boa Tarde.

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  5. Li esse livro há um tempo atras e achei a história linda e bem emocionante, tenho ele na minha estante e está todo marcado dos quotes que eu gostei, espero ler mais livros do autor.

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  6. Oi!
    Vi muitos comentários positivos sobre esse livro que me deixou bem curiosa para ler, parece ser aquele tipo de historia que cativa o leitor e nos emociona e se tiver oportunidade quero ler esse livro !!

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