A Culpa é das Estrelas - John Green

02 fevereiro, 2016

Hazel foi diagnosticada com câncer aos treze anos e agora, aos dezesseis, sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões. Ela sabe que sua doença é terminal e passa os dias vendo tevê e lendo Uma aflição imperial, livro cujo autor deixou muitas perguntas sem resposta. Essa era sua rotina até ela conhecer Augustus Waters, um jovem de dezessete anos que perdeu uma perna devido a um osteosarcoma, em um Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Como Hazel, Gus é inteligente, tem senso de humor e gosta de ironizar os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Com a ajuda de uma instituição que se dedica a realizar o último desejo de crianças doentes, eles embarcam para Amsterdã para procurar Peter Van Houten, o autor de Uma aflição imperial, em busca das respostas que desejam.
Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.


Com dezesseis anos de idade, Hazel Grace está morrendo. Há três anos ela foi diagnosticada com câncer, e está sobrevivendo apenas graças a uma droga alternativa e revolucionária no mundo da medicina que impede a metástase do câncer que ocupa seus pulmões – além de carregar um tubo de oxigênio para todos os lados. Apesar da doença ter estagnado, Hazel sente que sua vida parou no momento em que recebeu o diagnóstico e hoje o fato de ser uma paciente com câncer terminal a liberta de obrigações cotidianas ao mesmo tempo que a deixa presa na incerteza, por exemplo, colégio não é algo que ela se preocupe muito, ao mesmo tempo em que não pode fazer planos a longo prazo porque amanhã mesmo ela pode já não estar aqui.
Sua rotina consiste, basicamente, em assistir televisão e reler (inúmeras vezes) o livro Uma Aflição Imperial, um livro frustrante que tem o final “aberto” e que a faz refletir pelas perguntas que o autor deixou sem resposta após o fim do mesmo e, de certa maneira, a faz pensar em como será a vida de seus pais depois que ela morrer.
Como forma de mudar um pouco essa rotina monótona, sua mãe a leva a um grupo de apoio composto por crianças e adolescentes com câncer, e é lá que ela conhece Augustus Waters, um jovem um ano mais velho que ela e que venceu um osteosarcoma – ainda que tenha lhe custado uma perna.
Mais que um amigo, Hazel finalmente encontrou alguém que compreende a sua situação e compartilha das expectativas e da ansiedade, com Gus a vida parece um pouco mais leve, afinal ele vê humor em tudo e ao invés de vê-los como mártires por terem câncer tão novos faz piada com as situações que os envolvem a doença, principalmente se é algo relacionado a pena.
E é graças a Gus que Hazel tem a chance de realizar um sonho; quando foi diagnosticada ela ainda era uma criança e usou seu único desejo (concedido por uma instituição que se dedica a realizar o último desejo de crianças doentes) para ir para a Disney, mas como Gus nunca utilizou o dele, a situação se reverte em favor de ambos e assim embarcam para Amsterdã em busca do autor do livro Uma Aflição Imperial, Peter van Houten, para que Hazel tenha a chance de obter as respostas às tantas perguntas que tem.
Esse é apenas o primeiro passo na aventura de Hazel Grace e Augustus Waters, unidos contra o mundo – e contra o câncer.

Só fui ler esse livro muito tempo depois do seu lançamento e já havia lido críticas maravilhosas (e outras que odiaram a história), mas nenhuma me preparou para o que eu encontrei nas páginas de A Culpa é das Estrelas.
Um enredo que tinha tudo para ser mórbido por girar em torno de dois adolescentes com câncer pôde ser transformado em um lindo romance, carregado de humor e diversão para contrabalancear o drama que o mero diagnóstico já traz a vida de todos os envolvidos. Gus e Hazel mostram em cada página que é possível viver a vida depois do diagnóstico, e que ainda que hajam muitas dificuldades, o responsável por seguir em frente e enfrentar é você mesmo.
Definitivamente é um livro emocionante, cheio de citações lindas e inspiradoras e com um final surpreendente – provavelmente todo mundo já leu um spoiler sobre o fim, mas eu consegui me manter livre até concluir a leitura e por isso me pegou de surpresa, foi um “choque” bom no meio de todo o caos. Um livro que atrai desde a capa, que é simples mas perfeita para a história que carrega, até a última página de uma obra bem revisada e caprichada, que me fez compreender o motivo de John Green ter tantos fãs ao longo do mundo.

11 comentários:

  1. Eu amei o livro e o filme, senti falta de algumas coisas que tinha no livro, que eu pelo menos acharia essencial ter no filme. Enfim não era muito chegado a ler livros, e pelo incrível que pareça foi o primeiro livro que me interessei a ler, esse belo romance me chamou a atenção, muito incrível, gostaria de parabenizar o John Green.

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  2. Uau, inacreditável você ter passado todo esse tempo sem ter sabido do spoiler rsrs.
    Quando eu li foi sem grandes pretensões, mas ao longo da leitura o livro me conquistou pela sua sensibilidade e no final me vi enxugando lágrimas que eu nem sabia que era vapaz de derramar. Apesar de não ter o costume de reler livros, tenho muita vontade de reler ACEDE, até porque já faz quase 3 anos que eu li.

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  3. Essa historia é linda! Lembro até hoje quando eu fui no cinema, lagrimas só de lembrar, para alguns clichês para outros lembranças de historias reais, sem duvida esse livro é um que me marcou .

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  4. A Culpa é das Estrelas foi o primeiro livro que me fez chorar e o livro que me fez retornar a ler, é uma história muito bonita não só de amor mais também de superação, os quotes realmente são memoráveis, minha edição do livro está cheias de marcações.

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  5. Do autor só li Cidades do Papel, que achei um livro bom, mas acho que vou gostar muito mais deste, já que amo histórias emocionantes e reflexivas. Do autor, atualmente, A Culpa é das Estrelas com certeza é meu favorito na lista de livros p/ ler *-* Abraços.

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  6. Eu me apaixonei pelo romance, para provar o li duas vezes e assisti o filme. Confesso que no filme houve ausência de muitos momentos e frases não ditas. Mas mexeu comigo, pude ver que o pequeno infinito que eles tiveram foram o suficiente para um deixar sua marca na vida do outro. Enfim eu poderia escrever a minha opinião aqui até amanhã, mas recomendo a leitura.

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  7. Li naquela época de lançamento e foi o livro que me fez virar fã do autor. Adoro a forma inteligente e divertida que ele cria esses livros. Os temas fortes e os personagens diferentes. Esse é outro muito bom e que trama! Emocionante e muito bonito, vale a pena ler. E ver o filme! Ficou lindo também =D

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  8. Só assisti a adaptação e amei. Gostei tanto que não quero ler o livro e me desencantar com a história e todos aqueles detalhes de sofrimento.

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  9. Adoro o livro,é um dos únicos que eu vivo relendo, também é o único do qual lembro uma citação completa, hahahaha.

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  10. Oi!
    Li esse livro por indicação e adorei a historia me emocionei, torci e me diverti, com certeza e uma historia inspiradora e linda e adorei os personagens !!

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  11. Concordo plenamente com você em relação a tudo sobre esse livro. Ele é incrível. Das obras do John Green que li, essa é a única que de fato gostei e mexeu comigo. E o final é surpreendente mesmo, ainda não tinha pegado spoiler também, então quando li, me debrulhei em lágrimas. <3

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