Não Se Apega, Não - Isabela Freitas

15 dezembro, 2015

Desapegar: remover da sua vida tudo que torne o seu coração mais pesado. Loucos são os que mantêm relacionamentos ruins por medo da solidão. Qual é o problema de ficar sozinha? Que me desculpe o criador da frase “você deve encontrar a metade da sua laranja”. Calma lá, amigo. Eu nem gosto de laranja. O amor vem pros distraídos.
Tudo começa com um ponto-final: a decisão de terminar um namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque, afinal de contas, eles formavam um casal PER-FEI-TO! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha. Estava na hora de resgatar o amor-próprio, a autoconfiança e entrar em contato com seus próprios desejos.
Parece fácil, mas atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, das tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado.
Isabela Freitas, em seu primeiro livro, narra os percalços vividos por sua personagem para encarar a vida e não se apegar ao que não presta, ainda assim, preservando seu lado romântico.


Com a leitura desse livro ficou claro para mim que o fato de gostar, ou não, de um livro, tem muito a ver com o momento que o leitor está vivendo. Logo que esse livro foi lançado, corri para ler, mas não cheguei nem na página trinta e deixei de lado, nunca mais toquei no livro; muitos meses depois, resolvi que precisava de um livro que fosse diferente daqueles que estava acostumada a ler, depois de passar por romances e distopias, me joguei na leitura de Não Se Apega, Não, e, dessa vez, conclui rapidinho.
Não é um livro de historinhas, não tem um enredo linear e algumas partes parecem não fazer sentido enquanto Isabela Freitas narra os percalços de sua vida amorosa – ou da falta dela – ela, que sempre teve namorados além de uma mente sonhadora, que via em todos os seus relacionamentos que “agora tinha encontrado o seu príncipe” e que dessa vez seria para frente, de repente estava solteira.
É justamente do fim desse relacionamento que a história começa, Isabela narra o fim, as críticas das amigas e o clamor geral de que eles deveriam continuar juntos porque eram perfeitos um para o outro, a partir daí a história vem ladeira abaixo com cenas que já devem ter acontecido na vida de muitas mulheres: primeiro a fase do choro, de não sair da cama, depois, a fase balada/desapego, porque só se esquece um amor quando se encontra outro, e, no meio do caminho dessa fase a autora narra suas decepções em relação a amigas e a saudade que sente do melhor amigo que está em um intercâmbio. A cada capítulo do livro (e da vida da autora) ela narra o presente e o passado como forma de justificar suas atitudes e seu jeito de ser: ela não vai para balada toda noite porque cresceu em meio aos livros, não sai com diversos caras diferentes porque cresceu sonhando com um príncipe encantado, e essas partes são fofinhas e divertidas, mas nem sempre necessárias, em alguns momentos só encheram páginas.
Com uma ideia meio de diário comentado, o ponto principal do livro é a descoberta do amor. Isabela Freitas sempre foi aficionada pelo amor, pela ideia de amar e ser amada, por isso sempre se jogou com tudo em cada relacionamento que teve e via como eterno, mas depois de narrar como foi o término de seu relacionamento com Gustavo, novas perspectivas surgem em sua vida e ela, finalmente, tira um tempo para si mesma. Um ano de solteirice mostra a ela o que faltava em sua vida, e porque era tão difícil desapegar: o amor-próprio.

Apesar de ser um livro rápido de ler e ter muitas mensagens legais, o livro tem uma vibe um pouco auto-ajuda que não faz o meu tipo de leitura, ao narrar suas decepções e a forma como aprendeu a desapegar, a autora lança dicas e mensagens que, apesar de eu me identificar muito, em alguns momentos me parece uma baboseira de auto-ajuda e, ainda que eu tenha tentado superar essa minha aversão ao gênero, não consegui cem por cento e, por isso, o livro não me encantou tanto quanto eu gostaria. Fora isso, tenho que reconhecer que a autora tem uma ótima escrita, ela consegue criar diálogos com direito a regionalismo e gírias sem perder a consistência da história; o trabalho gráfico também ficou impecável e essa capa, apesar de simples, ficou linda.

10 comentários:

  1. Minha relutância com livros com essa pegada é que as pessoas são diferentes, e cada caso também é um caso, estão depende muito mesmo de como a pessoa se sente para que a leitura "funcione".

    ResponderExcluir
  2. Eu comecei a acompanhar a Isabela Freitas há algum tempo no YouTube. E, mesmo o assunto central dela ser voltado para mulheres, consigo me divertir com seus vídeos. Eu não tenho interesse por seus livros, exceto por estas lindas capas, para começar os descendentes de autoajuda não me interessam e, mais uma vez, o assunto é voltado para as meninas, mulheres. Creio que muita gente venha a gostar.

    ResponderExcluir
  3. Também gosto da simplicidade desta capa. Me interessei pelo livro por conta do quadro do Fantástico. Gostei da forma como as coisas são colocadas.
    Bjs, rose

    ResponderExcluir
  4. Essa leitura,com um toque de autoajuda pra relacionamentos,não é o que pretendo ler no momento.
    Sim,acredito que o momento que o leitor está vivendo reflete muito,conseguem marcar muito mais devido a sintonia com situações externas.

    ResponderExcluir
  5. Detesto qualquer leitura que possa, remotamente, me lembrar autoajuda. Ninguém tem a fórmula mágica da felicidade, amor, sucesso e tudo é mto relativo: o que funcionou pra mim pode não funcionar pra fulano.
    Vi alguns episódios no fantástico, me diverti com várias situações, mas não pegaria coisas dali e levaria pra minha vida.

    ResponderExcluir
  6. Eu li Não se Apega Não a uns dias, e como você também não curto livros de auto ajuda e acredito que isso tenha contribuído para mim não ter gostado desse livro, teve muita coisa que não me agradou e acabou me irritando.

    ResponderExcluir
  7. No momento não tenho interesse no livro ainda mais por ser um pouco autoajuda, genero que eu realmente não curto, mas pelo jeito o livro faz sucesso, o que significa que está ajudando muitas pessoas.

    ResponderExcluir
  8. Não Se Apega, Não tem mesmo uma vibe de auto-ajuda por isso não dou uma chance ao livro, além de ser voltado para o público feminino. O livro é um atraente pelas cores, as ilustrações e as fontes incríveis. Gosto muito do design do livro, mas a história com relacionamentos não é um atrativo.

    ResponderExcluir
  9. Esse livro nao parece muito meu tipo, mas tao bonito o projeto grafico, aff <3

    ResponderExcluir
  10. Já li umas páginas aleatórias desse livro e fiquei apaixonada ,quero muito ler ,é engraçado e leve ao mesmo tempo .

    ResponderExcluir

Comentários e elogios são sempre bem-vindos. Críticas são construtivas, agora, insultos e xingamentos são falta de respeito.
Desde já, obrigada pra quem comenta.

© Coisas da Amanda Todos os direitos reservados.
Criado por: Amanda.
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo