A Herdeira (A Seleção #04) - Kiera Cass

24 dezembro, 2015





Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.







Vinte anos após a seleção que mudou a vida de America Singer, pode-se dizer que Ilea não é mais o mesmo país. Na época, rebeliões levaram a morte do rei e da rainha, obrigando o príncipe Maxon a ocupar o cargo de rei antes do que imaginava, mas, sendo ele dono de um coração puro e bom e reinando ao lado de America, que tem um coração ainda mais puro e bom, o reinado deles se tornou uma referência para pacificação dos rebeldes.
O país era dividido em castas e, consequentemente, seus cidadãos tinham o destino traçado desde o nascimento, o que causou rebeliões em diversos grupos e escalas sociais, enquanto os menos afortunados lutavam por um lugar de respeito, por serem livres. Ao se tornar rei, Maxon aboliu o sistema de castas, a mudança foi gradual para que todos pudessem se acostumar com o fato de pessoas de diferentes classes sociais estarem convivendo no mesmo ambiente, mas uma vez que foi concluído, a paz reinou. Até agora.
É impossível agradar a todos, e por mais que grande parte do país tenha apoiado a derrubada das castas, muitos ainda não sabem como conviver em sociedade, outros tantos, que pertenciam as castas inferiores, encontram dificuldades para sobreviverem nesse novo sistema, o que vem causando uma nova comoção.
Sem saber como agir, Maxon tem a ideia de trazer de volta A Seleção, como forma de distrair o povo e, ainda, apresentar sua filha mais velha a todos, a jovem Eadlyn. Ela é a gêmea mais velha e, por sete minutos de diferença, a responsabilidade pela coroa recai em seus ombros; muito jovem ainda e dona de um espírito indomável, casamento era uma sugestão que não passava por sua cabeça, e a ideia de trinta e cinco homens escolhidos ao acaso estarem presentes em sua casa não a agrada nem um pouco, mas um acordo a acalma: ela poderá escolher aquele que será seu marido, basta cooperar com a seleção e Maxon promete deixá-la livre para interagir com os concorrentes como quiser. Ciente de que contos de fadas não se repetem, Eadlyn se arma com toda sua superioridade para lidar com esses homens, mostrar a eles que ela será a rainha e um deles, no fim, será seu mero acompanhante. Mas conforme a seleção avança e a convivência com os pretendentes se reduz a poucas opções, Eadlyn começa a ver com outros olhos esse processo e, talvez, até com um pouco de esperança de que vá dar certo.

Confesso que sou apaixonada pela série A Seleção e, por isso mesmo, estava bem satisfeita com a conclusão que a autora deu ao terceiro livro; por outro lado, não podia deixar de conferir (e temer um pouquinho) essa continuação. Conferir pela curiosidade, e temer pelo fato de que, na grande maioria das vezes, a ideia de expandir uma série já concluída só torna a história maçante, mas com a brilhante Kiera Cass isso não aconteceu. O livro A Herdeira traz uma nova fase da história, vinte anos se passaram, muita coisa aconteceu nesse período e vem mostrar que o reinado de Maxon não é só flores, e que dar ao povo o que eles almejavam, liberando-os do sistema de castas, não é um meio pacífico ou fácil de se atingir a paz, é um processo que demanda tempo e pode custar muito ainda ao governo.
Para mascarar essas revoltas, nada melhor que um reality show da realeza que distrai o povo e os deixa sonhadores com o próximo casal real – impossível não ver a crítica a nossa própria realidade, em que programas de televisão são capazes de desviar completamente o foco do real problema e, por isso, a história me agradou tanto.
Eadlyn não é uma personagem fácil, ela é jovem e muitas vezes inconstante, uma hora quer que todos da seleção sejam eliminados, na outra se vê apegada a um dos pretendentes, variando nesse humor que a faz ser amada por uns e odiada por muitos. Claro que ela está sob muita responsabilidade e, a cada capítulo, fica visível o seu crescimento.

Esse é o primeiro livro da duologia e, como aconteceu com os outros livros, o próximo promete mais ação e emoção para concluir a série.

10 comentários:

  1. As capas são lindas,essa série parei no primeiro,a leitura não despertou minha curiosidade para continuar.
    America Singer me tirava do sério :P

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  2. Oi! Eu confesso que, para mim, a série também poderia terminar em A Escolha. Mas, como lançaram a Herdeira não podemos deixar de conferir, certo? Não li o livro, mas estou super ansioso. Ilea parece um lugar diferente e America me parece menos chata do que nos outros livros, a história não pode deixar de lado o seu lado mais distópico com bastante ação. Outros personagens legais ganharam destaque, o que gostei bastante.

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  3. A Kiera Cass sabe sempre do que faz. Eu temi essa história também, mas sabendo um pouco sobre ela é possível perceber a grandiosidade desta expansão da série. A Herdeira me encantou por passar-se muito tempo depois da primeira série em Ilea. Com certeza a autora trabalhou muito amadurecimento na trama e construiu personagens incríveis, como curti Eadlyn.

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  4. acho que pelo fato de já ter nascido rica a Eadlyn é como tu citou meio inconsequente, pois América da idade dela não era assim.
    eu li o livro e confesso que demorou um pouco até eu simpatizar com ela, estou ansiosamente esperando o lançamento do quinto e último livro.

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  5. Eu pretendo apenas terminar a trilogia inicial de A Selecao e parar por aí. Pra mim os proximos livros serao mais do mesmo, só com os protagonistas invertidos. Tem muito livro ainda pra ler nessa vida, nao da pra ficar preso em coisas "repetidas"

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  6. Essa série não me chamou a atenção, apesar da avalanche de resenhas que li. Espero muito que os planos de adaptação se concretizem.

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  7. Eu amo A Seleção e não sou fã de A Herdeira... se a ideia era criar uma personagem mesquinha e mimada, deu certo.

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  8. Eu adoro a seleção ,e tmb fiquei curiosa e apreensiva quando lançaram esse ,pois tinha medo que "repetissem" a história ,mas ainda bem que isso não aconteceu ,a Eadlyn é bem diferente da América ,e o mais legal de tudo (pra mim ) a Eadlyn faz aniversário no msm dia que eu u.u

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  9. Bom eu li A Seleção e em seguida A Herdeira, mas sinceramente não curti nem um pouco esse livro, não gostei da Eadlyn, e me irritei um pouco, mas espero gostar do próximo livro.

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  10. Me sinto um alienígena porque nunca li essa série rsrs Até acho a proposta bem interessante, mas sempre tive outros livros como prioridade.

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