Fragmentados - Neal Shusterman

06 novembro, 2015



Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria .
Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.
O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.




Como muitas histórias, o enredo desse livro teve início em uma guerra, foi a Segunda Guerra Civil, cuja motivação era a permissão - ou não - do aborto, um grupo contra, o outro a favor, até que chegaram em um acordo que visava agradar a todos: a fragmentação. Para acabar com a guerra algumas leis vieram trazer a ordem, a primeira é a Lei da Cegonha, que permite que você abandone o seu bebê recém-nascido na porta de outra pessoa, mas atenção, quem faz isso não pode ser pego! Se o dono da casa ver os pais, a responsabilidade pela criança volta para eles.
A outra lei visa remediar os abandonos que deram errado em um futuro não muito distante, ou, caso os pais simplesmente mudem de ideia sobre ter uma família: "A Lei da Vida", determina que a vida humano não pode ser tirada/tocada/desfeita nos primeiros treze anos de vida, quando a criança atinge essa idade o Estado permite que os pais decidam o seu destino e as opções são manter o filho ou abortá-lo, se os pais decidirem pela segunda opção o corpo da criança é fragmentado, reduzido a membros e partes que serão vendidas para as pessoas que precisarem, quem teve uma amputação, por exemplo.
Mas a escolha só pode ser feita até que a criança complete dezoito anos, idade em que se torna adulta.
É nessa sociedade que três jovens se rebelam: Risa, uma órfã quase prodígio, dona de muitos talentos musicais, uma garota boa, mas para o orfanato em que estava ela era apenas um peso morto, alguém a mais, então junto com outras crianças ela foi levada para fragmentação por corte de gastos; Lev, um  "dízimo", o que significa que ele foi criado para se voluntariar à fragmentação e sempre acreditou que esse era o seu destino; e Connor, um jovem problemático que foi levado porque seus pais o venderam - mesmo! - em troca de uma viagem para a família (ironia: sem Connor, que também era da família!).
Os três fogem e acabam se unindo ao longo da jornada pois têm o mesmo objetivo: permanecer vivo até os dezoito anos e sem serem resgatados pela "polícia", o que, nessa sociedade distópica, pode se mostrar um desafio enorme.

A premissa desse livro é ao mesmo tempo surpreendente e bizarra, e justamente isso motivou a leitura, afinal como pode uma sociedade permitir que depois de treze anos cuidando de um filho você simplesmente se desfaça dele? Ou, pior, venda! É cruel sequer imaginar um mundo em que isso seja possível, por isso precisava descobrir como criaram isso... mas nem sempre a expectativa e a realidade se equiparam.
No caso desse livro o início é realmente empolgante, cheio de ação enquanto o leitor se ambienta em um mundo completamente diferente, mas quanto mais tempo Risa, Lev e Connor passam fugindo, mais cansativa fica a história. Sim, a ideia é eles fugirem e se libertarem, mas em alguns momentos parece que a cena foi incluída no livro única e exclusivamente para dar volume, sem realmente acrescentar algo a história, e, assim, a torna um pouco cansativa.
Quando o final se aproxima a história volta a ficar mais empolgante, para cativar o leitor e atrai-lo ao próximo livro!


9 comentários:

  1. Não conhecia o livro ,mas a premissa me agradou muito ,e realmente o enredo chega a ser meio bizarro ,mas exatamente por isso q ficamos curiosos .
    Esse livro ,é livro único ou pertence a alguma série?

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  2. Distopia é o meu gênero literário favorito, portanto não podia deixar de conferir alguma resenha sobre Fragmentados. O que mais me interessa nesse livro são as leis impostas para acabar com a guerra, principalmente este tal processo e fragmentação, já imagino vários cruéis entregando seus filhos para este tipo de processo. Bem, eu estou extremamente curioso com o livro e quero bastante saber da luta contra tais leis. Gostei bastante!

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  3. Não tem muito a ver, mas me lembrei de A Hospedeira. Curto muito distopias, mas, ao mesmo tempo em que é um tema ótimo, é tbm algo cruel. Não sei vc, mas meu nível de estresse vai nas alturas de tanto que sofro com essas histórias.

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  4. Adoro distopias! Gostei muito da sua resenha sobre o livro, ainda não tinha ouvido falar sobre ele! A história em si parece ser um tanto cansativa mesmo! Se é como você fala ficar nisso de fugir, fugir e fugir iria acabar me desanimando, porém essas leis parecem interessantes! É um bom livro!

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  5. Me interessei pelo livro logo quando o vi nos posts de lançamentos. Não sabia que era parte de uma série! Que pena que tem esse "problema" no desenvolvimento da história, também não gosto quando isso acontece.

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  6. Quando vi o lançamento do livro me interessei logo de cara por ele, e agora lendo as resenhas só fico com mais vontade de ler.
    Bjs, Rose.

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  7. Tô super interessada nesse livro, ainda mais por uma estória distópica, sou louca por esse gênero.

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  8. gosto bastante de ler Distopias e a resenha me agradou por isso to bem curiosa a respeito do livro.

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  9. Oie
    Vi algumas outras pessoas reclamando desse excesso de cenas na história mas é bom ver que mesmo assim o livro é uma boa leitura.Eu estou bem curiosa pra descobrir mais sobre essa fragmentação e se os três vão sair ilesos ou vão ser pegos novamente.E aquele video de divulgação que a editora lançou me deixou aflita kk

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