Filme: Piaf - Um Hino ao Amor

28 outubro, 2015

Originalmente entitulado La Môme, Piaf - Um Hino ao Amor é um filme escrito por Isabelle Sobelman e Olivier Dahan, e dirigido por este último, que foi aclamado pela crítica, ganhador de dois Oscars em 2008 (melhor atriz, para Marion Cotillard,  e melhor maquiagem) e diversos outros prêmios como Globo de Ouro, BAFTA, e Lumiere Awards, mas a razão de chamar tanta atenção é pela história que retrata: a vida da incomparável Edith Piaf.
Edith Giovanna Gassion nasceu em 1915, no auge da Primeira Guerra que destruía territórios europeus. Filha de uma cantora de rua e de um contorcionista de circo, a pequena Edith cresceu nas ruas com a mãe, até a mesma decidir seguir outro caminho e abandoná-la com o pai, quem, por ter uma vida itinerante não poderia lhe oferecer suporte algum e optou por levá-la para sua mãe - avó paterna da menina - uma cafetina de um bordel nas ruelas de Paris.
Apesar de não ser um ambiente para uma criança, as mulheres que ali viviam logo desenvolveram uma grande afeição por Edith e, ainda que por um breve período, a trataram com o carinho que uma criança merece, além de ajudá-la a superar uma doença que a deixou cega por um período de tempo e lhe mostraram amor.
Mas quando o pai de Edith resolve trabalhar por conta própria, ele busca a filha para que viagem juntos, e enquanto ele faz seu trabalho como contorcionista, Edith arrecada alguns trocados, até o dia em que ela se torna a estrela do show. Um dos homens que via a apresentação, questiona sobre o número que Edith iria apresentar e, sem ter qualquer conhecimento de artes contorcionistas - ou qualquer outra que se adequasse a apresentação de seu pai - Edith começou a cantar.
Por anos ela cantou nas ruas para sustentar a si e ao seu pai, e foi em uma de suas apresentações que Louis Lepléé, dono de um cabaré, a conheceu e lhe deu sua primeira chance. Foi ele quem a apelidou de La Môme Piaf, que, em francês, significa pequeno pardal - em razão da pequena estatura de Edith. Mais do que isso, Leplée foi seu mentor, introduziu-a na vida artística, ajudou-a a se portar num palco e inclusive indicou seu figurino - um traje preto, que se tornou sua roupa de apresentações. E, graças a ele, Edith Piaf lançou seu primeiro álbum.
Quando, poucos meses depois, Leplée foi assassinado, Edith foi a primeira suspeita de cometer o crime, mas no fim foi inocentada. Depois de Louis Leplée, Raymond Asso se tornou tão importante quanto para a carreira de Edith, ele lhe deu seu nome artístico, Edith Piaf, e providenciou músicas que retratassem o passado sofrido da cantora.
A partir disso o filme segue os altos e baixos da carreira de Edith, sua vida levada aos extremos, seu sucesso nos Estados Unidos e o grande amor de sua vida, Marcel Cerdan; os dois tiveram um caso intenso, e quando Marcel morre em um acidente aéreo no trajeto para encontrá-la, Edith mergulha em seus vícios (em morfina, principalmente), que aos poucos degradam sua vida.
Anos depois, um acidente automobilístico agrava ainda mais seu vício em morfina e degrada imensamente a sua saúde, ao ponto de fazê-la cancelar shows, mas teimosa como só Edith Piaf poderia ser, ela luta até o fim para manter a carreira, que é a sua razão de viver, até que seu estado é tão crítico que a obriga a se retirar de cena. Ela vai para a praia, descansar, e vive com a ajuda de uma enfermeira até seus últimos dias.
Com uma atriz principal muito expressiva, e se utilizando de closes próximos no rosto quando das cenas de maiores emoções, além de músicas de fundo apropriadas, o filme segue um roteiro acronológico pela vida de Edith, indo e voltando em suas lamúrias e façanhas, em sua vida adulta e seus dias de criança, com a ideia de captar quem assiste por não saber exatamente quando os maiores acontecimentos da vida de Edith Piaf irão aparecer na tela.
Apesar do apelo emocional que um enredo não-linear transmite, por vezes a história se torna confusa, não sendo possível descrever o que aconteceu antes ou como, e, para quem não conhece a história de Edith Piaf, alguns momentos são difíceis de acompanhar.
Ainda que o filme seja sensível e emocionante, retratando a vida e as fases de Edith Piaf - que certamente não foi uma mulher comum, muito menos alguém fácil de se lidar -, a questão é que para tudo que ocorreu na vida de Edith Piaf, em cento e quarenta minutos é possível mostrar apenas o superficial, tanto assim que não são abordados todos os seus romances, apenas o grande amor de sua vida Marcel Cerdan, mas até mesmo o romance deles é breve. Assim, o seu drama com a mãe, que só quer se aproveitar dela, a tragédia envolvendo sua única filha e o relacionamento conturbado que possuía, até mesmo as peças e filmes que Edith estreou são apenas pincelados.

8 comentários:

  1. Fiquei frustrado por Um Hino ao Amor ter ganho tantos prêmios e eu nunca ter ouvido falar do mesmo. Mas, ao mesmo tempo, feliz por, finalmente, ter conseguido receber uma indicação muito boa deste filme. Gostei da história da protagonista, suas passagem por vários cenários diferentes e seus aprendizados. Gostei!

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  2. Não tenho muito interesse no filme ,mas para quem gosta do gênero acho q deve ser bem interessante ,parece ser um filme bem profundo e tocante .

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  3. achei bem interessante conhecer esse filme já que nunca tinha ouvido falar da cantora, gostei bastante e me interessei em assistir.

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  4. Não me interessei tanto no filme mas ele ganhou vários prêmios, então deve ser bom e tambem para quem gosta desse gênero.

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  5. Nunca tinha ouvido falar nesse filme apesar de suas indicações à vários prêmios! Gostei da história, porém não foi algo tão chamativo ao qual eu ficaria louco para assistir, Obrigado pela dica!

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  6. Exato! Eu não conhecia de Edith e fiquei confusa em vários momentos durante o filme... cheguei a achar que fosse culpa minha, que não estive prestando atenção, mas é o filme que é confuso mesmo.

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  7. Não conhecia esta cantora. Nossa, que história de vida! É até compreensível o porque do filme ter sido tão superficial.

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  8. Oi! Incrível, como o filme pode ter sido tão considerado ao ponto de ganhar Oscar e eu nunca ter ouvido falar nele? Gosto tanto de filmes, mas não me atraio muito por biografias, mas parece ser interessante a história de vida dessa mulher, mesmo que fatos importantes foram meio que deixados de lado.

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