Uma História de Amor e TOC - Corey Ann Haydu

20 junho, 2015




Bea foi diagnosticada com transtorno obsessivo-compulsivo. De uns tempos pra cá, desenvolveu algumas manias que podem se tornar bem graves quando se trata de... garotos! Ela jura que está melhorando, que está tudo sob controle. Até começar a se apaixonar por Beck, um menino que também tem TOC. Enquanto ele lava as mãos oito vezes depois de beijá-la, ela persegue outro cara nos intervalos dos encontros. Mas eles sabem que são a única esperança um do outro. Afinal, se existem tantos casais complicados por aí, por que as coisas não dariam certo para um casal obsessivo-compulsivo? No fundo, esta é só mais uma história de amor... e TOC.





Bea tem TOC, mas não é apenas uma mania incomum que ela não consegue superar, ela realmente foi diagnosticada com transtorno obsessivo compulsivo e suas manias, que muitas vezes eram inofensivas, deixam de ser; e quando ela conhece Beck, um rapaz que também foi diagnosticado com TOC e lava as mãos incansavelmente por ter mania de limpeza, além de malhar alucinadamente e fazer tudo em séries de oito, algumas coisas podem mudar.
O que os une? Bea não se vê como alguém com transtorno obsessivo compulsivo, na sua mente ela tem algumas manias bobas, como dirigir a 50km/h e anotar tudo, tudo mesmo, principalmente sobre as pessoas, então quando sua terapeuta lhe dá o diagnóstico e sugere que Bea participe de sessões em grupo com outros jovens que sofrem desse transtorno, é lá que ela reencontra Beck, e no meio de um monte de loucos os dois parecem os únicos sãos (na cabeça dela). Beck também não aceita esse diagnóstico, e na rebeldia pelo transtorno, os dois acabam saindo juntos.
Esses encontros deveriam mostrar que eles são normais, que não existe nada de transtorno obsessivo compulsivo em dois adolescentes, mas conforme Beck parece avançar com suas próprias manias, Bea é sugada para o seu próprio vício lenta e vagarosamente, uma mania inocente, até que não é mais.

Uma História de Amor e TOC aborda um gênero da literatura que muito me agrada, mas que há algum tempo eu não me dedicava: o sick-lit, e traz em seu enredo um tema pouco explorado, mas muito interessante: o transtorno obsessivo compulsivo. São poucos os livros do gênero, e nem todos tem a capacidade de abordar a doença e a história como sendo algo único, sem enviar conceitos e mais termos técnicos e tirar o encanto da história. Corey Ann Haydu soube.
Quando pequenas e costumeiras manias se tornam uma obsessão? Para Beck e Bea são isso, manias, relutando em aceitar que pode ser algo muito mais profundo e até mesmo perigoso.
A verdade? Bea é uma stalker, e em alguns momentos ela atinge um nível que parece surreal, mas, na mente dela, não está nada errado.
Apesar da capa fofinha, o romance vai muito além disso, e é necessário tato para lidar com a história. Por quê? Repetições! A premissa do TOC é justamente repetir repetir repetir cotidianamente os gestos, as manias, então em um livro repleto de personagens com TOC, muita repetição está incluída, mas faz parte da história e sendo narrada por Bea nos permite entender o que se passa na mente dela, afinal aos seus olhos ela não tem transtorno nenhum, e confesso que a princípio eu concordava com ela, mas logo em suas ações fica claro que lhe falta algumas distinções entre certo e errado, entre o inofensivo e o agressivo, e é quando seu transtorno fica mais evidente.
Quanto ao romance, foi cativante, foi encantador a sua própria maneira, com personagens peculiares, únicos e especiais, que com suas manis tornam os encontros desastrosos, mas mostram que é possível se adaptar a tudo e fazer dar certo, mesmo quando os dois são compulsivos.


6 comentários:

  1. eu ja li um livro sobre TOC, sei um pouco sobre o tema, gostei desse livro e apesar de ter conhecido ele agora já me pareceu interessante, pelo jeito nao é só os opostos que se atraem. a capa é linda

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  2. Olá
    não l i o livro, ms fiquei encantado com o kit que os blogs receberam rsrs, muito fof, achei a premisa muito boa, espero poder comprar logo
    Bjks

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  3. Ainda não conhecia nenhum livro com essa temática. Parece oferecer uma visão bem adequada do ângulo de quem sofre do transtorno.

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  4. Nunca li nada que abordasse o TOC, mas já li um pouco sobre esse transtorno. É bom saber que uma autora conseguiu abordar de maneira legal essa temática, fazendo com que não ficasse nem forçado, nem sem importância. Enfim, quero muito ler.

    @_Dom_Dom

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  5. Já há algum tempo li uma resenha sobre este livro e fiquei bastante interessada, mas ao ler a resenha minhas expectativas sobre ele somente aumentaram. Um assunto pouco falado e que tenho muita vontade de conferir ainda mais desta forma. Já inclui ele a lista de desejados do Skoob, e espero ter a oportunidade de ler o mais breve possível. Beijooo

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  6. O título aparenta ser de uma história séria, tensa, a sinopse já achei bem humorada, mas fiquei confusa em algumas passagens. Tenho TOC, mas sempre acho que o dos outros são piores hahahahahaha

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