Meu Inverno em Zerolândia - Paola Predicatori

01 janeiro, 2015

Romance de estreia da italiana Paola Predicatori, Meu inverno em Zerolândia é a história de uma perda, da vida escolar conturbada e dos caminhos desajeitados e incertos que o amor pode tomar.
Alessandra tem 17 anos quando sua mãe morre. Sua dor é como uma redoma e quando retorna à escola, se afasta dos amigos e vai sentar junto a Gabriel, conhecido como Zero, a nulidade da turma. Deseja apenas ser ignorada, como acontece com ele. Zero, porém, é mais interessante do que parece. Em sua falsa indiferença, é atento e sensível. É ele quem socorre Alessandra, aparecendo inesperadamente ao seu lado quando ela precisa de ajuda. Viram um par: Zero e Zeta.
Aos poucos, um sentimento indefinível ganha forma entre as paredes da classe e a praia de inverno, surgindo uma história delicada e forte que mudará para sempre a vida desse casal de adolescentes. De maneira realista, Meu inverno em Zerolândia mostra a juventude italiana e seu cotidiano, em uma história dura e envolvente, capaz de mostrar que a soma de dois zeros não é zero, mas sim dois. 

          Durante toda sua vida, Alessandra só pôde contar com a mãe a avó, mas desde que sua mãe ficou doente, tudo se resumiu a cuidar dela. Depois de dois longos anos, sua mãe faleceu levando consigo a vida que Alessandra conhecida – sim, ela ainda tinha sua avó, sua casa e seus amigos, mas o sentido que dava a cada uma dessas coisas ganhou uma visão completamente diferente.
          Qual o sentido em debochar de outros enquanto seu coração ainda está de luto? Mas suas amigas pareciam não entender e foi assim, movida pela dor e pela necessidade de ser deixada em paz, que Alessandra passou a se sentar junto a pessoa mais ignorada do colégio, conhecido por Zero, com a esperança de ser tão ignorada quanto ele.
          As pessoas não entenderam sua vontade, mas quando finalmente se acostumaram, ela também ganhou um apelido: Zeta. Zeta e Zero na Zerolândia, seu próprio mundo longe de intrometidos e de pessoas incapazes de entender a sua dor. Isso era justamente o que ela precisava.
          Logo Alessandra compreende que está ali para ser deixada de lado pelos demais, ela tem um motivo para desejar isso, e Zero? Curiosidade a faz se aproximar dele e, ainda que seja muito esquivo, uma hora surge uma chama entre eles que pode mudar tudo.

          O livro é narrado em primeira pessoa, como um diário em que Alessandra escreve, oras para sua mãe, ora para Zero, ora para si mesma. Seus relatos são profundos a ponto de podermos sentir a dor da perda e da solidão, e compreender que sua vida realmente jamais será a mesma.
          Esse livro é diferente em tudo, desde o ambiente italiano, aos relatos carregados de sentimentos unidos a um enredo completamente imprevisível. Zero e Zeta querem descobrir seus caminhos, e não há indícios de qual será esse caminho até chegar ao fim do livro.
          A história é curta, de leitura rápida e personagens intrigantes ao ponto de cativar a atenção do leitor. Com um enredo único, definitivamente se deve dar uma chance a Paola Predicatori e ler o seu livro.


5 comentários:

  1. Não gosto de histórias nas quais os personagens seja adolescentes pois tudo tende a ser um drama, mas eu gostei da resenha. O tema é legal, amizade... ter aquela pessoa que se preocupe com vc nos seus momentos difíceis.

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  2. O que me chamou a atenção para este livro foi a seguinte frase: "...soma de dois zeros não é zero, mas sim dois".
    Fiquei super curiosa pra saber o que fez o Zero ser o que ele é, e como vai se desenvolver a relação dele com a Zeta. Sem falar no ambiente Italiano, que não é algo tão comun.

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  3. Enredo interessante, gosto de como os livros demonstram as transformações que a dor e a perda exercem nas pessoas. Com certeza mais um livro para a minha lista de leitura.

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  4. Ainda não li nada de um autor italiano, mas tenho bastante vontade. Achei essa premissa bastante interessante (apesar de um pouco clichê). Gosto dessas tramas em que as personagens vão se reconstruindo no decorrer da narrativa. Espero ter a oportunidade de ler em breve, apesar de não ser meu gênero preferido.

    @_Dom_Dom

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  5. Tenho muita curiosidade de ler livros de autores de outras nacionalidades principalmente porque me apego muito a autores da Inglaterra ou Estados Unidos. Já li Federico Moccia da Itália, mas esse me chamou a atenção também. Vou dar uma chance =D

    Bjs

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