Uma Relação Tão Delicada - Domenica Ruta

04 dezembro, 2014


Aos 29 anos, Domenica Ruta percebeu que sua vida tinha seguido o mesmo destino da de sua mãe: estava viciada em drogas e não conseguia passar um único dia sem beber. Bebia quando estava feliz, bebia quando estava triste, ou mesmo quando frustrada, ansiosa ou assustada... Ela tinha atingido o fundo do poço, e resolveu que era hora de recomeçar. Para assumir o comando de sua vida, Domenica teve que cortar as amarras emocionais que a ligavam à mãe e tomou a decisão de nunca mais falar com ela. Uma relação tão delicada é um retrato da vida de Domenica Ruta em uma realidade fora dos padrões, uma crônica sombria sobre sua juventude nos anos 1990 e o rompimento doloroso, porém necessário, com o passado e os demônios que nele habitam. Uma história poderosa e inspiradora sobre amor e libertação.




               Uma Relação Tão Delicada narra em menos de quatrocentas páginas o drama da vida de Domenica Ruta. Criada pela mãe, uma mulher que vivia graças a um subsídio do governo, cujo interesse maior era sempre parecer bem, ter roupas de grifes, ir a lugares exclusivos, aparentar quem não era, Domenica por muitos anos esteve presa nessa bolha de ilusão. Quando criança seus dias tranquilos eram quando estava com o pai e a madrasta, pois com a mãe tudo sempre foi uma confusão, devida, em grande parte, aos vícios da mãe em comida, drogas, bebidas, e a sua incapacidade de se comunicar com a filha como deveria.

O que mais você precisa saber sobre essa mulher antes que eu continue essa história? Que ela achava mais importante ser alguém interessante do que uma boa pessoa? Que me deixava cabular as aulas quando eu bem quisesse, e se havia um bom filme na televisão ela não me deixava ir à escola porque, como dizia, precisava que eu ficasse em casa e assistisse ao filme com ela? Que, graças a essa educação, eu era a única garota do ensino médio que conseguia recitar de cor cenas inteiras de Scarface e de O poderoso chefão? Que, quando completei sete anos, ela me incumbiu de preparar a maior parte de minhas próprias refeições e, aos nove, de cuidar da lavagem de todas as roupas da casa? Que sua capacidade de ganhar era alquímica? Que ela era tremendamente vaidosa, mas, que na última vez que a vi, estava pesando mais de 100 quilos e seus braços estavam cobertos de feridas purulentas? Que ela me amava tanto que não podia evitar me detestar? Que pelo menos uma vez por semana ainda sonho que ela está tentando me matar?

               Com dez anos ela experimentou pela primeira vez uma das bolinhas (drogas!) de sua mãe por falta de analgésico em casa que fizesse passar a dor de cabeça que sentia. Mas essa foi apenas uma das "ofertas" sem noção de sua mãe. Uma vez lhe ofereceu uma arma. Outra, bebidas. Domenica, ou Nikki para os íntimos, cresceu com mais juízo do que se esperava para alguém que foi criada por uma mulher com pensamento tão deturpado, escapou de ficar grávida no ensino médio como a mãe queria, conseguiu uma bolsa para internato, foi para faculdade. Mas não pôde evitar todos os vícios. A droga estava ali, a bebida. O cartão de crédito para quando estava emocionalmente mal e queria se vingar gastando dinheiro - como sua mãe fazia.
               Um ciclo vicioso que a persegue durante grande parte de sua vida, que ora ameaça tomar o controle, ora faz com que se sinta bem consigo mesma e feliz com a vida de bebedeira que leva. Até o momento que isso tem de acabar.
               Domenica é inteligente, forte, e nesse livro ela segue o conselho da própria mãe que um dia lhe pediu para que escrevesse uma carta endereçada a ela. Esse é o relato de Nikki sobre sua vida caótica até o momento que ela assumiu o controle.

               Um livro intenso, desses que faz a leitura ser um pouco mais longa para que se possa absorver os detalhes de uma história real.


4 comentários:

  1. Não gostei desta capa, ao mesmo tempo, achei-a impactante.
    O enredo parece bom e forte. Vou anotar o título, pois não conhecia o livro.
    Bjs, Rose.

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  2. A capa é forte... A sinopse é forte... A resenha é forte...
    Não sei, mas o gênero não é o meu favorito... talvez pq eu seja facilmente impressionável.

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  3. Confesso que esse tipo de livro não me agrada em nada. Não sou fã de biografias, muito menos de pessoas que nunca ouvi falar.

    @_Dom_Dom

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  4. Já dá pra perceber que precisa ter mente forte pra ler o conteúdo e não se impressionar.
    Leituras desse tipo não me fazem bem.

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