Pottermore: Especial de Natal #01

29 dezembro, 2014



O Natal já passou, mas o presente que a autora J. K. Rowling deixou para todos os fãs de Harry Potter é para sempre. A autora presentou os leitores através do site Pottermore com contos sobre vários personagens marcantes da saga do bruxinho mais famoso do mundo.
Para o primeiro conto, ela lançou um enigma para que os fãs descobrissem sobre quem se tratava

Em uma casa na Rua da Fiação, uma reunião acontece;
Uma mãe, com lágrimas no rosto, pede ajuda ao seu filho em prece.
Concordando em ajuda, mas sem saber como ao certo,
Qual mestre de Poções faz um Voto Perpétuo?

A resposta sai rápida: SNAPE!
O texto, apesar de curto, revela alguns detalhes do passado de Severus Snape


"Cokeworth é uma cidade fictícia nas ilhas inglesas onde Harry passa uma noite no Railview Hotel com sua tia, seu tio e seu primo Duda. O nome Cokeworth sugere uma cidade industrial, e evoca associações de trabalho pesado e fuligem.
Embora nunca seja explícito nos livros, Cokeworth é o lugar onde Petúnia e Lílian Evans e Severo Snape cresceram. Quando tia Petúnia e tio Valter estão tentando escapar das cartas de Hogwarts, eles viajam para Cokeworth. Talvez tio Valter tenha tido a vaga ideia de que Cokeworth era tão distintivamente não mágico e de que as cartas não os seguiriam até lá. Ele deveria ter sabido melhor: afinal, a irmã de Petúnia, Lílian, se transformou em uma talentosa bruxa em Cokeworth.
É, portanto, em Cokeworth que Belatriz e Narcisa vão no início de 'Enigma do príncipe', onde elas visitam Snape na antiga casa de seus pais. Cokeworth tem um rio que o atravessa, evidência de ao menos uma grande fábrica na longa chaminé com vista para a casa de Snape, e muitas pequenas ruas cheias de casas de trabalhadores."

As revelações que começaram no dia 12 de dezembro continuaram...
O texto seguinte foi sobre pub mais famoso da história, o Caldeirão Furado


"Algumas pessoas discutem que o pub mais velho em Londres é o White Hart na Alameda Drury; outras que é o Angel, na Rua Bermondsey Wall, ou o Lamb and Flag na Rua Rose. Todas essas pessoas são trouxas, e todas elas estão erradas. O pub mais velho em Londres , como qualquer bruxo irá lhe dizer, é o Caldeirão Furado, na Rua Charing Cross.O Caldeirão Furado estava ali muito antes da Rua Charing Cross ser planejada; seu verdadeiro endereço é o número um, Beco Diagonal, e acredita-se que ele foi construído em algum momento no começo do século XVI, juntamente com o resto da rua bruxa. Criado cerca de dois séculos antes da imposição do Estatuto Internacional de Sigilo em Magia, o Caldeirão Furado era inicialmente visível aos olhos dos trouxas. Embora o pub fosse, de início, um lugar para bruxos e bruxas se reunirem - tanto londrinos quanto estrangeiros que passavam o dia na cidade para comprar os últimos ingredientes ou equipamentos mágicos lançados - trouxas não eram expulsos ou mal recebidos, apesar de quel algumas das conversas, sem mencionar os animais de estimação, faziam com que muitos clientes desprevinidos saíssem do pub sem terminar suas refeições.Quando o Estatuto do Sigilo foi imposto, o Caldeirão Furado, que havia se tornado uma grande instituição bruxa britânica, recebeu uma permissão especial para que pudesse continuar a funcionar como um porto seguros e refúgio para a comunidade bruxa na capital. Apesar de insistir em vários poderosos feitiços de ocultamento, e bom comportamento de todos os clientes, o Ministro da Magia, Ulick Gamp, foi compreensivo em relação à necessidade dos bruxos relaxarem devido aos novos desafios. Ele também concordou em dar ao proprietário do pub da época a responsabilidade de deixar as pessoas entrarem no Beco Diagonal através de seu quintal, uma vez que as lojas que se localizam além do pub também necessitavam de proteção mágica.Em honra ao apoio de Gamp ao pub, o proprietário criou uma nova marca de cerveja, a Velha Gregária de Gamp, cujo sabor era tão desagradável que ninguém jamais conseguiu beber uma pinta inteira (há um prêmio de cem galeões para qualquer um que esteja disposto a fazê-lo, mas ninguém obteve sucesso na tarefa ainda).O Caldeirão Furado enfrentou um de seus desafios mais difíceis no final do século XIX, com a criação da Rua Charing Cross, que requeria a demolição do pub por inteiro. O Ministro da Magia da época, o tedioso falante Faris Spavin, deu um melancólico discurso na Suprema Corte dos Bruxos, explicando por que o Caldeirão Furado não poderia ser salvo desta vez. Sete horas mais tarde, quando Spavin se sentou depois de ter terminado seu discurso, foi-lhe apresentado um memorando por seu secretário, explicando que a comunidade bruxa tinha se mobilizado e realizado uma quantidade massiva de feitiços de memória (alguns dizem, até os dias atuais, que a Maldição Imperius foi usada em vários trouxas urbanistas, embora isso  nunca tenha sido provado) e o Caldeirão Furado foi acomodado nos planos revistos para a nova rua.O Caldeirão Furado pouco mudou ao longo dos anos; ele é pequeno, sombrio e acolhedor, com alguns quartos acima do bar, para viajantes que vivem muito longe de Londres. É o lugar ideal para se por em dia as fofocas do mundo bruxo, caso você viva muito longe da vizinhança mais próxima."
Reflexão da autora:


Charing Cross Road é famosa por suas livrarias, modernas e antiquária. Essa foi a razão da qual eu queria que esse fosse o local onde as pessoas fossem para entrar em um mundo diferente.

No mesmo dia saiu outro presente da autora sobre um personagem de pouca expressão na história, mas sobre quem Harry, no terceiro livro, fez algumas descobertas


"Florean Fortescue, dono de uma loja de sorvetes no Beco Diagona, é o protagonista de um enredo fantasma (uma narrativa que nunca chegou aos livros finais). Harry o conhece durante 'O Prisioneiro de Azkaban', onde descobre que Florean sabe muito sobre bruxos medievais. Mais tarde, Harry descobre que um ex-diretor de Hogwarts se chamava Dexter Fortescue."

Observações de Rowling sobre esse personagem:

"Florean é um descendente de Dexter, e eu tinha originalmente planejado que ele fosse o condutor das pistas que eu precisava dar a Harry durante sua procura pelas Relíquias, e é por isso que estabeleci uma familiaridade logo cedo. Nessa época, eu imaginava que a mente histórica de Florean poderia ter muitas informações sobre assuntos diversos, como a Varinha das Varinhas e o Diadema de Corvinal, tendo essas sido passadas para a família Fortescue por seu solene ancestral. Quando fui me aproximando do momento em que essa informação seria necessária, fiz  Florean ser sequestrado, com o objetivo de que ele fosse encontrado por Harry  e seus amigos.O problema foi que quando eu fui escrever as partes mais importantes de 'As relíquias da morte', decidi que Fineus Nigellus Black era um meio muito mais satisfatório de dar pistas. As informações de Florean sobre o Diadema também me pareceram redundantes, já que eu podia dar ao leitor tudo o que ele precisava ao entrevistar a Mulher Cinzenta. No fim, eu acabei o sequestrando e o matando sem motivo. Ele não foi o primneiro bruxo a ser morto por Voldemort porque sabia demais (ou muito pouco), mas ele é o único que me deixa culpada, porque a culpa foi minha."

No dia seguinte J. K. falou sobre Caldeirões e Poções


"Caldeirões já foram usados tanto por trouxas como recipientes para cozinhar, grandes e de metal, que podem ser suspensos sobre o fogo. Em tempo, pessoas mágicas e não-mágicas passaram a usar fogões; panelas passaram a ser mais convenientes e caldeirões passaram a ser de domínio unicamente dos bruxos e bruxas, que continuaram a preparar poções neles. Uma chama viva é essencial para o preparo de poções, o que faz do caldeirão o recipiente mais prático de todos.Todos os caldeirões são encantados para ficarem mais leves de se carregar, já que são mais comumente feitos de chumbo ou ferro. Invenções modernas incluem variedades de caldeirão como o auto-flexível e o desmontável, e recipientes de metais preciosos também estão disponíveis para o especialista ou aquele que quer aparecer."

Reflexões de J.K Rowling:

Caldeirões tem tido associações mágicas por séculos. Eles aparecerem em centenas de celebrações anuais de fotos de bruxas, e supostamente é onde os duendes guardam seus tesouros. Muitas pessoas e contos de fada mencionam caldeirões com poderes mágicos, mas nos livros de Harry Potter eles são uma ferramenta razoavelmente mundana. Eu pensei em fazer com que Helga Hufflepuff venerasse uma caldeirão, mas havia algo levemente cômico e incongruente em ter uma Horcrux tão grande e pesada; eu queria que os objetos que Harry tinha de encontrar fossem menores e portáveis. No entanto, um caldeirão aparece em duas das quatro jóias míticas da Islândia (sua magia consistia em nunca deixar ninguém ir embora insatisfeito) e na legenda dos Treze Tesouros da Grã-Bretanha (o caldeirão de Dyrwch, o gigante, cozinharia carne apenas para os homens corajosos, não para os covardes.



"É comum o questionamento se um trouxa conseguiria criar uma poção, se tivesse um livro de Poções e os ingredientes certos. A resposta, infelizmente, é não. Sempre é necessário algum elemento de trabalho com a varinha para preparar uma poção (adicionar meramente moscas mortas e asfódelo em uma panela sobre o fogo não vai te dar nada que não uma sopa com gosto desagradável, além de venenosa).Algumas poções produzem os efeitos de feitiços e encantamentos, mas algumas outras (por exemplo, a Poção Polissuco e  a Felix Felicis) têm efeitos impossíveis de se alcançar de outra forma. De um modo geral, bruxos e bruxas escolhem o métodos que consideram mais fácil, ou mais satisfatório, para produzir o fim desejado.Poções não são para os impacientes, mas seus efeitos são difícies de reverter por qualquer um que não um preparador de poções habilidoso. Esse ramo da magia carrega certo ar místico e, por conseguinte, status. Tanbém tem o diferencial sombrio de manipulação de substâncias que são altamente perigosas. A ideia popular de um expert em poções na comunidade bruxa é a de alguém com personalidade comtemplativa e controlada: Snape, na verdade, se encaixa perfeitamente no estereótipo."
Reflexões da autora
Química era a matéria que eu menos gostava na escola, e eu desisti assim que eu pude. Naturalmente, quando eu estava tentando decidir que matéria o arco inimigo de Harry, Severus Snape, deveria ensinar, tinha que ser a matéria equivalente em magia. Isso fez com que fosse estranho eu achar atraente a matéria que Snape introduzia, (eu posso ensinar a vocês ter fama, fermentar a glória, e até mesmo parar a morte…) aparentemente uma parte de mim achou Poções tão interessante quanto Snape; e de fato eu sempre gostei de criar poções nos livros, e pesquisar ingredientes para elas. Muitos dos componentes das várias poções que Harry criou para Snape existem (ou alguma vez acreditou-se que existiam) e tinham (ou foi acreditado que se tinha) os propósitos que eu dei para eles. Dittany, por exemplo, tem realmente propriedades curativas (é um anti-inflamatório, apesar de eu não aconselhar aqueles que foram estrunchados a testá-lo); bezoar é uma massa tirada do intestino de animais, e realmente um dia acreditaram que beber a água que o bezoar estava podia curar um envenenamento.

Fonte: Potterish e Armada Escrita

Estou em busca dos demais textos traduzidos e logo compartilho com vocês!

3 comentários:

  1. Essa J.K. Rowling é uma diva mesmo, hein?!?! Não poderia existir presente melhor para nós, fãs dessa saga que até hoje, conquista milhares de seguidores. E tenho certeza que conseguirá ainda mais. Irei ler todos em breve.

    @_Dom_Dom

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  2. Passando mal com estes textos!!! Pqqqqqqqq essa mulher parou de publicar os livros, MEU DEUS???! :(
    Mas tá perdoada por continuar, mesmo que seja dessa maneira.

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  3. Vão me achar um ET, mas não li nada de HP ou JK Rowling. Não sei, mas as sinopses não me chamam a atenção nem os filmes e olha que tenho vários amigos que são fãs.

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