Invisível - Andrea Cremer e David Levithan

28 outubro, 2014

Stephen passou a vida do lado de fora, olhando para dentro. Amaldiçoado desde o nascimento, ele é invisível. Não apenas para si mesmo, mas para todos. Não sabe como é seu próprio rosto. Ele vaga por Nova York, em um esforço contínuo para não desaparecer completamente. Mas um milagre acontece, e ele se chama Elizabeth.
               Recém-chegada à cidade, a garota procura exatamente o que Stephen mais odeia. A possibilidade de passar despercebida, depois de sofrer com a rejeição dos amigos à opção sexual do irmão. Perdida em pensamentos, Elizabeth não entende por que seu vizinho de apartamento não mexe um dedo quando ela derruba uma sacola de compras no chão. E Stephen não acredita no que está acontecendo... Ela o vê!
               Stephen tem sido invisível por praticamente toda sua vida - por causa de uma maldição que seu avô, um poderoso conjurador de maldições, lançou sobre a mãe de Stephen antes de ele nascer. Então, quando Elizabeth se muda para o prédio de Stephen em Nova York vinda do Minnesota, ninguém está mais surpreso do que ele próprio com o fato de que ela pode vê-lo. Um amor começa a surgir e quando Stephen confia em Elizabeth o seu segredo, os dois decidem mergulhar de cabeça do mundo secreto dos conjuradores de maldições e dos caçadores de feitiços para descobrir uma maneira de quebrar a maldição. Mas as coisas não saem como planejado, especialmente quando o avô de Stephen chega à cidade, descontando sua raiva em todo mundo que cruza seu caminho. No final, Elizabeth e Stephen devem decidir o quão grande é o sacrifício que estão dispostos a fazer para que Stephen se torne visível - porque a resposta pode significar a diferença entre a vida e a morte. Pelo menos para Elizabeth...

               Stephen é um garoto que tem uma vida normal, exceto por um detalhe: ele parece um fantasma, ou assim poderia ser considerado já que ninguém o vê, a diferença é que não foi a morte que o tornou invisível e sim uma maldição, já que Stephen está bem vivo e continua a crescer - sem que ninguém o veja. Ele já nasceu assim e graças a isso jamais foi capaz de vez seu próprio rosto ou saber com quem se parece, tudo que ele conhecia era sua mãe e o apartamento em que viviam em Nova York, mas há alguns meses sua mãe faleceu e agora ele está sozinho, vagando pela cidade enquanto tenta não desaparecer.
               Até que um dia, ao chegar em seu prédio depois de um passeio, um milagre acontece: uma garota é capaz de vê-lo. Ela chama sua atenção por não tê-la ajudado com as sacolas e, por um momento, Stephen fica tão surpreso que é incapaz de reagir, mas ela continua a falar com ele e, de repente, parece que nem tudo está perdido.
               Porém, por algum motivo, ela é a única que pode vê-lo e interagir com Stephen, mas sua presença já é o suficiente para motivá-lo a seguir em frente. Ambos encontram um no outro um refúgio e um escape, suas tardes são compartilhadas e Stephen a leva para conhecer a cidade, estando ali, secretamente acompanhando-a.
               Mas não é a toa que Elizabeth pode vê-lo, essa descoberta é apenas o primeiro passo em direção a uma aventura que sempre envolveu a vida de Stephen sem que ele soubesse: sua maldição foi lançada pelo seu próprio avô, uma história que a mãe de Stephen não viveu o bastante para compartilhar, e só alguém com muito poder pode retirar a maldição. Quanto a Elizabeth, ela tem um papel importante no desfecho da história, principalmente quando o avô de Stephen chega a cidade para conferir de perto seu mais grandioso trabalho.
              
               David Levithan surpreende com mais uma história única! De verdade me pergunto porque mares vagueia a mente do autor a ponto de criar personagens tão peculiares, e nessa história contou ainda com Andrea Cremer, a criadora do universo Nightshade.
               Essa história abrange muito mais que um personagem invisível, trás consigo um mundo de conjuradores de maldições e rastreadores, um mundo mágico que está constantemente presente mas que ameaça desaparecer.
               Com um enredo único o livro conquista a cada instante, desde a capa ao trabalho de diagramação e, claro, pela história que carrega e foi escrita de forma tão fluída que torna impossível interrompê-la antes do fim. A narração fica por conta de Elizabeth e de Stephen para que o leitor possa conhecer ambos os personagens e a importância de cada um, bem como as consequências que acarretam se envolver nesse mundo mágico, mas louco e perigoso dos conjuradores - bem como para descobrir até que ponto ambos estão dispostos a chegar para livrá-lo dessa maldição.


11 comentários:

  1. Realmente o David Levithan é criativo, não sei como consegue escrever histórias tão peculiares! Mas fico feliz com elas. rs
    Desde que vi o lançamento desse livro, fiquei super animada. Gosto demais da premissa e fiquei curiosa. Não sabia que a "invisibilidade" do personagens era derivada de uma maldição. Apesar de não gostar tanto do lance da magia, acho que parece caber adequadamente no contexto da trama.
    Espero ler um dia!
    bjs

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  2. Tenho bastante vontade de ler esse livro! Primeiro porque todo mundo fala bem do David e eu ainda não li nada dele, então estou bastante curiosa. E segundo porque o enredo parece incrível, daqueles que a gente se identifica e chega dar uma melancolia quando termina de ler. Enfim, a capa é muito linda também, e estou morrendo de vontade de ler o livro!
    Beijos

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  3. Olá.

    Desde a primeira resenha que li fiquei interessada nele, fico me imaginando como seria ser invisível, sem ser notado por ninguém. Apesar de as vezes querermos ser invisíveis não acredito que realmente seja algo que deva ser legal.

    Visite: http://paradisebooksbr.blogspot.com.br/

    Beijos.

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  4. Esse livro parece ser super fofo e perfeito pra ler em um dia. Os personagens parecem ser fantásticos, e a história realmente é única. Mas confesso que tenho mais curiosidade em ler Todo Dia do que esse livro, Todo Dia parece ser melhor...
    Beijos!

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  5. Já li várias resenhas sobre o livro, a maioria como você gostou bastante do livro, mas ainda não senti muita vontade de lê-lo a capa realmente é muito bonita e a história realmente parece interessante, mas não me empolguei :/
    Bjs

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  6. Adorei a trama do livro, com maldições e magia!! Parece ser bem legal. Fiquei curiosa pra saber porque só a Elizabeth enxerga o Stephen e porque seu próprio avô colocou nele uma maldição. Quero muito ler!!

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  7. Os dois maiores motivos que, logo de cara, me fazer querer este livro são: David Levithan e Nova York! Um escritor sensacional e a minha cidade dos sonhos! Impossível não ficar louquinha pra ler este livro!

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  8. Nunca nada de David Levithan, mas li de Andrea Cremer e tive receio quando vi que publicariam uma parceria dos dois. Ainda estou receosa, apesar de sua resenha positiva, mas fui picada pelo bichinho da curiosidade e preciso saber pq ele é invisível e o pq de só Elizabeth conseguir enxergá-lo XD

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  9. Este livrinho já está na minha lista.
    Ótimos comentários e a sinopse me deixou muito curiosa para lê-lo.
    Os autores são bem comentados, então estou com boas expectativas. Espero não me decepcionar.

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  10. Não é um livro que está chamando minha atenção, mesmo já tendo lido algumas resenhas bem positivas em relação a ele. A capa também nao me agradou tanto.
    Bjs, Rose.

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  11. Eu acabei de ler este livro, não conhecia outros trabalhos dos autores. A história prende de um jeito que não há como parar a leitura, li ele todo de uma vez!
    A história tem um ritmo fluido, que vai ficando nervoso, bem de acordo com as emoções dos personagens. A virada da personagem Elizabeth faz com que a história vá ficando cada vez mais surpreendente. O livro me conquistou!
    O final não é exatamente um "foram felizes para sempre", mas mostra uma história que ainda não acabou, ou como diz Elizabeth, poderá vir "um novo começo".
    A capa é simples, mas com elementos que mostram de forma minimalista o "invisível" e o "destaque".
    Adorei, ainda estou com "depressão pós-livro", pensando nos personagens, em histórias alternativas, enfim. Há tempos não me prendia a uma história desse jeito.

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