Vidas Trocadas - Katie Dale

16 setembro, 2014

Quando sua mãe, Trudie, morre vítima da Doença de Huntington – mal que atinge o sistema nervoso –, Rosie sofre não apenas pela perda, mas também pela sombra que paira sobre seu futuro: o alto risco de também ser portadora da doença. Determinada a saber o que está à sua espera, Rosie conta para “Tia Sarah”, a melhor amiga de sua mãe, que pretende fazer o exame que revelará se tem ou não a doença. Apavorada com as outras verdades que o exame pode revelar, Sarah decide abrir o jogo e conta algo que desestrutura ainda mais a vida de Rosie: Trudie não era sua verdadeira mãe. Rosie fora trocada na maternidade logo após seu nascimento, pois o bebê de Trudie tinha pouquíssimas chances de sobreviver. Devastada pela notícia, Rosie decide procurar sua mãe biológica e, junto com o namorado, deixa a Inglaterra para trás e parte para os Estados Unidos, onde acredita que se reunirá à sua família. O que a garota não pode prever é que a revelação deste segredo irá mexer com a vida de pessoas que ela nem mesmo imagina que existem...

               Depois de dezoito meses acompanhando a luta de sua mãe quando a doença de Huntington evoluiu até torná-la dependente e irreconhecível, a paz de Rosie ainda está longe de acabar. Mais do que a dor do luto, ela tem de lidar com a incerteza: doença de Huntington é hereditária, assim, se sua mãe morreu graças a isso, existe cinquenta por cento de chance de que Rosie também tenha esse destino.
               O ponto chave é um: hereditária. Prestes a fazer ela mesma o resultado, cansada de viver nessa incerteza que a consome, Rosie conta a Sarah, quem considera como uma tia e que foi a melhor amiga de sua mãe, e é quando descobre toda a verdade. Ela não tem chance de ter a doença pois não era filha de Trudie.
               Na noite em que Trudie deu a luz, seu marido morreu em um acidente de carro quando ia encontrá-la no hospital, e o bebê nasceu fraquinho demais, era muito provável que não sobrevivesse e Sarah sabia que seria muito para Trudie suportar, por isso, quando uma linda garotinha abandonada pela mãe adolescente que fugiu do hospital chega ao berçário, a oportunidade está formada.
               Isso põe em xeque tudo que Rosie sabe de si mesma e da família que sempre acreditou ser sua, ao mesmo tempo que cria novos caminhos: quem é sua mãe?
               Andy, seu namorado, havia planejado que esse seria o seu ano sabático, e quando, depois de algumas pesquisas, Rosie descobre que sua mãe está nos Estados Unidos, em Los Angeles, um dos destinos de Andy, Rosie embarca em um avião junto com ele indo em busca de todas as perguntas que tem.
               Mas ser rejeitada por sua mãe não estava nos planos, encontrar seu pai tampouco, mas depois que começa a ir em busca de respostas Rosie não consegue parar e não se dá conta de que é como um furacão assolando mais de uma família, por onde passa deixa um rastro de destruição que não poderá ser mais desfeito, afinal depois que se conta a verdade não há como voltar atrás.

               Há algum tempo precisava de uma leitura como essa, um livro que trás um tema diferente do que encontramos por aí, cujo enredo é repleto de reviravoltas a ponto de não ser possível largar o livro - eu não larguei, do início ao fim! - e que trás consigo mensagens importantes.
               A ideia de Rosie era encontrar sua mãe e, talvez, estabelecer um contato, sem nunca pensar em tudo que essa busca poderia trazer, e o que mais impressiona da história é isso, é a forma como a autora mostra através da narração de Rosie e de outra personagem igualmente importante as consequências que uma ação pode trazer. As intenções de Rosie eram boas, ela não poderia imaginar o que aconteceria, mas, ainda assim, um turbilhão de lembranças e sentimentos é trazido de volta a todo momento.

               Ainda que alguns personagens sejam extremamente irritantes, a escrita fluída e bem desenvolvida da autora faz com que a leitura siga em frente, como que ignorando esses pequenos contratempos enquanto vive e sente as emoções seguintes. No fim, a leitura é tocante  carrega consigo mensagens muito bonitas a respeito de quem realmente é a nossa família, fazendo valer a premissa de que mãe/pai é quem cria, independente dos laços sanguíneos, e ainda que paire no ar um suposto "e se" essa era uma viagem que Rosie precisava fazer para poder seguir em frente com a sua vida, e faz cada página valer a pena.


9 comentários:

  1. Personagens irritantes são sempre um problema, gente, eu fico louca, hahaha adorei a resenha o livro parece ser legalzinho, mas eu não tenho vontade de ler ele, pelo menos por agora.
    Beijos *-*

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  2. Já li otimas resenhas sobre este livro, mas ainda não tive vontade de o ler. Algumas até falaram que a escrita da autora por oras ficava confusa para o leitor e isso me desanimou de vez, mas como pude ver você não é da mesma opinião. Embora através da sua resenha perceba que você realmente gostou do livro ainda não senti vontade rsrs, Poderia colocar alguns dessas mensagens bonitas que você mencionou, de repente isso me faria o ler rs
    Bjs

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  3. É a primeira vez que leio algo sobre o livro e pra é dificílimo ler um livro onde alguém tenha uma doença incurável - não li A Culpa é das Estrelas. Tudo é muito tenso, muito extremado, mesmo o doente em questão não sendo o personagem principal. Poderia ler pq gostei dos pontos que vc ressaltou na resenha.

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  4. Eu gostei bastante da ideia do livro, é bem diferente mesmo. A história parece ser bem tocante mesmo. A única coisa ruim são os personagens irritantes. Mas mesmo assim quero conhecer o livro, e espero gostar bastante dele :)
    Beijos!

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  5. Não sabia quase nada sobre o livro e foi ótimo conferir sua resenha.
    O livro não faz meu estilo, mas mesmo assim, sempre é válido o conhecimento.

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  6. Nossa, eu não tinha dado nada pelo livro, só olhando a capa, mas lendo a snopse fiquei curiosa pra saber o que acontece quando ela procura a mãe biológica. Deve ser uma leitura bem tocante e emocionante mesmo, faz tempo que não leio livros que trazem um conteúdo desse tipo. Fiquei com vontade de ler!
    Beijos

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  7. Achei a capa bem legal e a história parece ser muito boa também. Adoro dramas familiares, e esse parece ser bem tocante. Espero poder ler!
    Beijos!!

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  8. A premissa do livro é bem forte, possui uma carga emocional bem densa.
    Realmente cada ação gera uma consequência, que pode ser positiva ou não... bj!

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  9. Sempre quando escuto alguma historia ou em novelas quando as pessoas que são anotadas buscam a família biológica sempre fiquei curiosa para saber os motivos e tal, e realmente quando soube a temática deste livro,já fiquei interessada e inclui ele a lista de desejados,mas depois de conferir tua resenha irei tentar adquirir o livro, pois fiquei ainda mais intrigada com esta historia!!
    Beijos!!

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