Princesa Adormecida - Paula Pimenta

19 agosto, 2014

Era uma vez uma princesa... Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas essa princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário. Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou. Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida. Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única. Eu não conheço a sua história, mas a minha é mais ou menos assim...

             
  Anna é uma garota normal, ela estuda em um internato e, depois que seus pais morreram, seus três tios se tornaram responsáveis por ela, sendo, algumas vezes, um pouco protetores demais, mas nada que não seja explicado: depois que os pais dela morreram em um acidente, eles não querem que nada se passe com sua única sobrinha.
               Pelo menos essa era a história que sempre contaram a Anna, essa era a sua vida. Exceto pelo fato de não ser verdade.
               Anna na verdade se chama Áurea e é uma princesa, a filha única de um casal (ela brasileira, ele europeu) que faz parte da monarquia e que foi ameaçada por Marie Malleville que, no passado, esteve ligada a eles e quer vingança, para isso essa bruxa lançou uma maldição que coloca a vida de Áurea em risco e fez com que seus pais a mandassem para longe de sua terra natal numa tentativa de protegê-la. Missão essa que contou com a ajuda de seus três tios maternos, cujo único objetivo é mantê-la segura  por isso são tão superprotetores.
               Mas Áurea está com dezesseis anos, a idade que busca liberdade, garotos, saídas com as amigas e, aos poucos, ela tenta confrontar os tios para ganhar mais espaço. Com as amigas ela vai a uma festa onde conhece a DJ Cinderela, e tudo em sua vida começa a mudar, pelo menos no quesito amor, pois logo Áurea recebe uma mensagem no telefone vinda de um garoto que a admirou na festa, e, aos poucos, conversa após conversa floresce um sentimento mais forte entre ela e o menino que disse se chamar Phil. Tudo sem que Áurea sabe o real perigo que a espera.

               É possível resumir a leitura em uma única palavra: doçura, pois essa é a principal característica do livro. A personagem Anna é uma jovem muito doce e inocente, ela sempre mantém suas notas altas e obedece a cada palavra dos tios, sendo um exemplo de menina, e mesmo quando começa a conversar com Phil - depois de ter prometido aos seus tios que não namoraria até os dezoito anos - a inocência dela se mantém, e fica claro o quanto ela se sente dividida na posição em que se encontra.
               O enredo, baseado no conto A Bela Adormecida, também é muito doce, no sentido de que é uma história de leitura suave, com um enredo brando e original. De fato esse é o maior ponto positivo da história, a originalidade, pois a autora soube como criar uma história completamente diferente e ainda se manter na proposta que era de recriar esse clássico infantil.
               Porém, ainda que tenha sido bem criativa, imaginei que algumas cenas se passariam diferente e o modo como foi conduzido o fim da história não me agradou totalmente, algumas cenas misturam o que é realidade com o que já passou ou dão uma premissa do que ainda irá acontecer, o que tornou alguns trechos um pouco confusos.
               O livro é claramente dirigido para um público de infanto-juvenil, creio que a essas pessoas lhes agradaria mais. Mas de forma alguma deixo de recomendar a história, ainda que não tenha sido cinco estrelas vale a pena prestigiar a criatividade da autora Paula Pimenta e conhecer mais essa história nacional.


8 comentários:

  1. Estou louca para ler esse livro!
    Só vejo resenhas positivas.
    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias

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  2. Eu nunca li nenhum livro da Paula, não que eu não goste dela, mas nunca surgiu a oportunidade de eu ler alguma das suas obras. Esse é um livro que realmente chama atenção, ela me deixou curiosa em certos aspectos, mas não estou tão ansiosa assim para lê-lo.

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  3. Eu acabei de ler esse livro e achei super fofo, um pouco pré-adolescente demais, mas super fofo. Mas eu achei que a Anna ficar conversando com uma pessoa que ela não conhece, me incomodou um pouco. E eu também não gostei tanto do final. Não foi a melhor leitura do ano, mas não foi uma leitura ruim.
    Acho a escrita da autora ótima e acho que por isso valeu a pena :)
    Beijos

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  4. Não li nada da Paula Pimenta ainda, mas venho lendo resenhas que elogiam bastante os livros dela e adoro esse "up", releitura, repaginada, que os autores vêm dando aos contos.

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  5. Eu ainda não li nada da Paula Pimenta! Mas se fosse pra ler esse seria o meu escolhido! Amo "recriações" de contos de fadas, e mesmo que seja mais infanto juvenil creio que iria gostar, ainda mais por ser original. Estou com bastante curiosidade sobre esse livro, tá na minha lista de desejados!
    Beijos

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  6. Paula Pimenta é uma autora que me deixa muito curiosa para conhecer suas obras. Sempre leio comentarios bem positivos de seus livros. Espero ler alguma obra dela em breve.
    Bjs, Rose

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  7. Eu estava doida pra ler esse livro, mas depois que li fiquei um pouco decepcionada... não que seja uma leitura ruim, mas eu esperava um pouco mais da história... Mas com certeza vou querer ler outros livros da autora.
    Beijos!

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  8. Louca pra ler o livro, enquanto tem gente que ganha DOIS IGUAIS e tenho que ler reclamação. A vida é muito injusta mesmo.

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