Princesa Mecânica (As Peças Infernais #3)

24 abril, 2014





“Continuação de Príncipe mecânico, “Princesa Mecânica” é ambientado no universo dos Caçadores de sombras, também explorado na série Os Instrumentos mortais, que chega agora ao cinema. Neste volume, o mistério sobre Tessa Gray e o Magistrado continua. Mas enquanto luta para descobrir mais sobre o próprio passado, a moça se envolve cada vez mais num triângulo amoroso que pode trazer consequências nefastas para ela, seu noivo, seu verdadeiro amor e os habitantes do Submundo.”



 
          Bom, não tem como eu começar a resenha sem fazer um remember da história, mas, pra quem tá a par do que andou acontecendo, sabe que não tem como começar o terceiro livro sem estar de coração partido.

Se você, leitor, já chegou até aqui, eu estou acreditando que ao menos você esteja um pouquinho por dentro da história, e saiba de todo o triângulo amoroso Will – Tessa – Jem. Mas enfim, continuando... 
  
          A história começa bem onde o livro anterior terminou, com algumas semanas se passando, mas ainda com aquela surpresa pela misteriosa irmã de Will, Cecily, ter aparecido no Instituto, surpreendendo a todos, mas principalmente, irritando e testando os limites do próprio irmão, quando, ao se pronunciar, comunica não somente que está ali para ver o irmão, mas que, assim como ele, resolver “largar” a família, e vir para o Instituto treinar, e se tornar uma Shadowhunter. Enquanto isso, e depois de cumprir com o prazo que a Clave tinha estabelecido, e localizar Mortman, Charlotte consegue continuar dirigindo o Instituto, para alívio de muitos, e tudo parece seguir seu curso normal, com o preparo para o casamento de Tessa e Jem.

          No entanto, quando Gabriel Lightwood aparece todo ensanguentado, e pedindo ajuda ao irmão e aos outros Cassadores de Sombras, é que a história começa a dar a volta. Após uma batalha na casa dos Lightwood, acabam descobrindo que alguns dos diários e outros documentos de Bennedict podem leva-los a descobrir onde realmente está Mortmain, o que põe Charlotte diante de uma difícil decisão a ser tomada: Assegurar-se ela mesma de que Mortmain seja detido, e assim, desobedecendo ordens expressar do Consul, ou comunicar a Clave sobre o que está acontecendo e esperar que tomem alguma providência, o que pode acabar colocando a vida de Tessa em perigo.
           Enquanto isso, após a batalha, Will percebe que Jem está ficando cada vez mais fraco e debilitado por causa da doença, e que o único remédio que podia ajuda-lo não encontra-se mais disponível. Sem o remédio, Jem não possui a menor chance de sobreviver, o que não destruiria apenas ele – vendo seu parabatai morrer – mas também Tessa, que encontra-se cada vez mais envolvida por ele, mas consumida pelo medo de perde-lo.
          Mas, o pior ainda está por vir, quando descobrem que Mortmain é o único que possui estoque suficiente da droga para manter Jem vivo, mas que, para dá-la a eles, deixa suas intenções bem claras, ao pedir por Tessa, em troca da mesma, o que os leva a um dilema pois, para conseguir o que quer, Mortmain precisa de Tessa, o que eles não podem deixar acontecer. No entanto, sem a troca de Tessa pela droga, Jem morrerá em poucos dias, algo impensável para todos, mas principalmente para Tessa e Will.
          Será possível encontrar uma solução capaz de salvar ambos Jem e Tessa desse sacrifício? 

          Confesso que eu li Princesa Mecânica bem devagar, não só por causa de tempo e tudo mais, mas sim porque quis prolongar um pouquinho mais a história (sabem como é, esse tal do desapego não funciona pra mim! Depois que termino uma série, fico na deprê por algum tempinho! Hahahaha) Mas enfim, uma hora tinha que acabar, e a curiosidade também foi me consumindo.
          Então gente, não quero ficar falando muito da história em si, pra evitar spoiler, o que, quando se está resenhando um terceiro livro de uma série, é algo bem difícil de se evitar, mas tudo bem.
          MAS, sobre a história, o que eu tenho pra dizer é: AMAZING! FAN-TÁS-TI-CA!
          Sem sombra de dúvidas, a Cassandra Clare se supera cada vez mais, a cada livro lançado!
          Confesso que já era fã por causa de TMI, que desde o primeiro livro, me ganhou de um jeito que eu não consegui desgrudar, mas agora, depois de TID, eu fico muito dividida porque, mesmo amando TMI eternamente, TID trouxe aquele clima de Londres antiga, amores impossíveis, e onde mocinhas heroínas eram quase uma lenda. Ele traz todo esse misto de sentimentos que é impossível não se apaixonar pela trama! 
          Clockwork Princess termina toda a série com um misto de amor e luto, não poupando nenhuma das nossas emoções e esmagando nossos corações. A conclusão vai deixar alguns emocionados e outros chorando incontrolavelmente.

          Cada personagem foi tão cuidadosamente detalhado e trabalhado. Foi difícil não amar a todos eles, e eu falhei em não torcer até pelos, em primeira instância, mais desprezíveis, mas que aos poucos foram tornando-se bonzinhos. Sem contar as partes onde eu tinha que me conter para não roer até o último pedaço de unha quando algo totalmente não premeditado acontecia (honestamente, acho que essa é a beleza dos livros da Cassie: Você NUNCA vai saber o que vai acontecer até que aconteça. E você nunca pode pensar que o futuro de um personagem está garantido, porque de repente pode acontecer algo, e esse personagem, do nada, aparece morto. Pois é.). Mas, o que mais me impressiona é o realismo com que são compostos e descritos os personagens. Não são aqueles destemidos heróis, atléticos e musculosos, prontos para enfrentar qualquer perigo à frente. Mas sim, são pessoas normais, relativamente comuns, com gostos e dilemas tão comuns e reais, que você fica imaginando como alguém foi capaz de conseguir inserir essa singularidade em uma história tão fantasiosa e surreal. Os personagens são tão realistas; agindo como idiotas e cometendo erros, passando pelas mesmas dores que as pessoas de verdade passam.
          Confesso que lia o livro mais por causa do Will, e da história dele, mas nesse livro nós percebemos a mudança tão grande, não só no comportamento dele, mas no de Tessa e demais personagens, que eu tenho de admitir que foi uma das melhores leituras do ano, sem sombra de dúvidas. É uma série magnífica, com vários pontos fortes, além de uma trama bem desenvolvida e amarrada, que nos prende desde o primeiro livro até a última página deste.
          Excelente. Simplesmente excelente.
          Acredito até ser desnecessário dizer que eu indico a todos, né, independente de seu gosto literário. Vá por mim, As Peças Infernais vai te surpreender. 

Tessa esticou a cabeça para trás para olhar para Will. "Você sabe aquela sensação", disse ela, "quando você está lendo um livro, e você sabe que vai ser uma tragédia; você pode sentir o frio e a escuridão se aproximam, vê o firme desenho em torno dos personagens que vivem e respiram nas páginas. Mas você está tão envolto à história, como se estivesse sendo arrastado atrás de um carro e você não pode desistir nem mudar o rumo" Seus olhos azuis estavam escuros com o entendimento – claro que ele entenderia – e ela se apressou em continuar. "Sinto-me agora como se a mesma coisa estivesse acontecendo, só que não com os personagens em uma página, mas com meus próprios queridos amigos e companheiros. Eu não quero ficar sentada enquanto a tragédia vem em nossa direção. Eu gostaria de apenas deixa-la de lado, só estou me esforçando para descobrir como isso pode ser feito."



E é isso.  
Espero que tenham gostado. 
Beijos :* 
Thayná.


7 comentários:

  1. Conheço essa série pelas capas, nunca li do que se trata, por isso me senti um pouco deslocada ao ler essa resenha. Haha Anyways, acho as capas lindas! Inclusive essa moça da capa me lembra muito a Natalie Dormer, em The Tudors. Mas em relação ao enredo, eu realmente fiquei interessada depois dessa resenha. Aproveitarei a Bienal para conhecer a autora e comprar a série. Pelo jeito, não vou me arrepender.

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    1. Sério, Cassie Clare é DIVA! ♥ LEIA! Você não vai se arrepender! :)
      E realmente, a moça da capa lembra a Natalie Dormer mesmo, mas eu vejo a Tessa com uma cara um pouco mais inocente, ingênua, (tipo assim: https://s-media-cache-ec0.pinimg.com/736x/04/0a/ee/040aeea66d94690fe4a517c2ab878912.jpg) :D
      Mas sério, leia a série! É muito boa! ♥

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  2. Ainda não li o primeiro livro dessa série, mas pretendo ler, pq parece muito boa .

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  3. Nunca li nada da autora, mas ouço falar muito bem da série. Princesa Mecânica me encantou pela capa, é muito linda e eu imagino que tenha tudo a ver com o livro.
    Ótima dica, pretendo ler a série com certeza!!

    Beijos!!

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  4. Oi Thayná, eu me pergunto, porquê ainda não comecei esta série.
    Bjs, Rose

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  5. O primeiro livro da trilogia é um pouco tedioso, mas o segundo e terceiro me fez ver o primeiro com um olhar diferente. Já li As peças infernais duas vezes e nas duas me emocionei com o final do livro. A Cassie fez um trabalho ótimo. Muito ansiosa com o final de Os instrumentos mortais, espero não me decepcionar.

    Beijos.

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  6. Ainda não li nada desta autora, muito menos os dois primeiros livros dessa série, mas tenho muito interesse, pela quantidade de elogios que sempre leio. Não conhecia muito do enredo, mas parecem ser daquelas séries que deixam um sentimento de perda ao acabar, o que ás vezes indica que valeu a pena rs
    beijos

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