Insígnia

18 fevereiro, 2014

Considerado um fracassado por todos, com uma aparência pouco digna de atenção e uma vida cheia de incertezas, Tom Raines é um garoto de 14 anos que possui apenas uma habilidade – jogar videogame. Durante anos perambulou de cassino em cassino com seu pai, um jogador sem sorte, que fazia de seu vício um meio de sobrevivência e, a cada dia, iniciava uma jornada em busca de um “lar”, mesmo que isso significasse um quarto qualquer pago com um pouco de dinheiro ganho em apostas. Certo dia, ao ter seus combates virtuais monitorados por um general, Tom é convidado para integrar a elite do Exército e usar seu talento para ajudar o seu país a vencer a Terceira Guerra Mundial. Neste combate, os oponentes são empresas multinacionais e não há vítimas humanas. Sediada no sistema solar, a disputa principal é o controle sobre os direitos de mineração e recursos naturais em extinção. Os combatentes são, na verdade, máquinas controladas pela força da mente dos adolescentes, através de dispositivos implantados em seu cérebro. Tom então percebe que essa será a oportunidade de tornar-se alguém importante e conquistar sucesso, amigos e um amor de verdade.


Tom parece ser mais um garoto comum, mas sua vida até agora foi tudo menos comum, ou normal. Aos quatorze anos, ele tem uma mãe que mora um novo namorado rico e muito arrogante, e tem um pai que discorda da política de privatização e, revoltado com isso, não fica em um emprego por muito tempo, ao invés disso prefere passar suas noites vagando pelos cassinos, perdendo todo o dinheiro que tem.
Por ter essa vida meio incerta, Tom não frequenta uma escola comum, ao invés disso tem aulas online – mas não são todos os dias em que pode assistir, pois nem sempre tem internet. Vagando por aí com o pai, Tom não se apegou a outras pessoas e pouco pode desenvolver suas habilidades, exceto quando se trata de videogame: isso ele sabe fazer bem. E é por causa disso que a vida de Tom muda completamente.
Ao ganhar um jogo que não sabia que estava sendo monitorado, Tom recebe um convite para fazer parte de um grupo de jovens que lutam pelo país e seus aliados. Pronto para novas aventuras, Tom aceita e passa a viver na Agulha Pentagonal, onde vai receber o treinamento que precisa para entrar em ação.
Ação do quê? Da Terceira Guerra Mundial... Mas ela ocorre diferente de como se poderia imaginar. Não é sanguinária como se imaginam as guerras (pelo menos até o momento!). Essa guerra está ocorrendo fora da Terra, através de máquinas/naves que são pilotadas por jovens que estão perfeitamente seguros em bases militares – os exércitos utilizam suas mentes e suas habilidades virtuais, não seu corpo –, eles lutam patrocinados por grandes empresas que estão em uma luta para exploração de materiais vindos de outros planetas – por isso, apesar de terem países aliados nessa guerra, quem controla tudo são as empresas, elas é que fazem a guerra acontecer.

Insígnia é outra distopia que surge no mercado editorial com uma proposta diferente de tudo que se encontra por aí, mesmo contendo alguns clichês, como o herói que não passa de um garoto comum. Achei muito interessante esse controle das grandes empresas sobre o mundo e a sede que têm de conseguir sempre mais, partindo inclusive para exploração em outros países, foi uma abordagem interessante da autora para ambientar a história, assim ela conseguiu incluir e ambientar perfeitamente a história em um universo futurístico e distópico.
Os personagens secundários também foram bem estruturados, tendo uma participação muito relevante na história.
O início da história é um pouco maçante, mas percebi que nesse gênero isso faz parte, afinal a história nos trás uma realidade completamente diferente, e só sendo bem explicada é que torna possível o desenrolar do enredo e a compreensão por parte de quem lê. Narrado pelo próprio Tom, é possível saber cada pensamento que se passa pela sua cabeça, e quando a história engrena (o que não demora para acontecer!), a leitura flui rapidamente, nem dá para notar que o livro é extenso.
A diagramação da editora ficou muito boa, desde a capa que conseguiram manter a original, ao texto, que tem uma fonte de tamanho bom com espaçamento duplo, o que torna confortável a leitura. Os capítulos possuem uma decoração própria, que mostra o cuidado que tiveram em preparar o livro.

Só acho importante ressaltar o fato de ser uma guerra virtual, então quem pensou que por ser a Terceira Guerra Mundial encontraria sangue e muitas mortes, pode acabar decepcionado. Esse livro trás uma história do universo virtual, muito mais interessante e criativa que uma narração de guerra, e prepara todo o plano de fundo para que o próximo livro da série seja ainda mais ágil.


16 comentários:

  1. Nos últimos tempos, estão fazendo tantas distopias que, muitas vezes, parecem ser muito bem elaboradas. Adorei a capa de "Insígnia", combina com a sinopse do livro. Achei interessante a autora propor um novo tipo de guerra, na qual quem participa, não corre perigo. Numa leitura assim, acredito que seja essencial que a autora tenha feito uma boa descrição dos ambientes, sempre tenho dificuldade para imaginar mundos diferentes. Enfim, parece ser um bom livro.

    ResponderExcluir
  2. Sou fã de distopias, mas tenho lido poucas delas pra variar os gêneros.
    Só pela sinopse admito que não leria esse livro, mas pela sua resenha, o livro me interessou, não sei se vou gostar, mas vou pesquisar mais sobre ele *-*

    ResponderExcluir
  3. Parece ser legaal, mas me fez lembrar filme de Sessão da Tarde :x hahaha

    ResponderExcluir
  4. Distopias são meu forte, linda essa capa.. gosto desse tipo de historia bem elaboradas

    ResponderExcluir
  5. Olá, preciso saber os nomes das irmãs. aisjaisjaisiais'

    Gosto muito de ler distopias, achei bem interessante isso da terceira guerra mundial e meio que essa guerra num ser corporal, com sangue e essas coisas que estamos acostumados ligados as guerras. Quando tiver a oportunidade irei ler essa.

    Beijos.

    Paradise Books

    ResponderExcluir
  6. Fiquei realmente com pena de Tom, deve ser uma vida muito solitária esta que ele tem, afinal de contas, ter aula online não é de todo legal, pois você não pode interagir com as pessoas, não pode desenvolver amizades, mas em compensação acho que ele pode assistir as aulas a hora que quiser ou as aulas tem um horário? É ao vivo?
    O enredo parece ser bem interessante, mas não faz meu estilo =/

    http://worldbehindmywall.fanzoom.net/

    ResponderExcluir
  7. Amo distopias, e essa me interessou bastante, tem uma história bem intrigante e eu quero sim lê-la!

    ResponderExcluir
  8. Concordo com você sobre a terceira guerra mundial ser bem mais interessante acontecendo no mundo virtual, isso exige da autora muito mais criatividade. Só o que não gosto muito é do fato do protagonista ser tão jovem, mais isso não é um problema só desse livro.E sobre o início ser maçante é assim mesmo, geralmente os livros desse gênero acontece isso.

    ResponderExcluir
  9. Distopias sempre bem vindas a minha estante, gosto muito de video games que nem o Tom. Isso da terceira guerra mundial é muito interessante, com a evolução da sociedade pode muito bem essa guerra ser bem parecida que nem a do livro. Com certeza irei comprar esse livro.

    Abraços.

    ResponderExcluir
  10. Eu já tinha ouvido falar desse livro, e lembro que tinha me interessado bastante na época, não sei porque não o li ainda, parece ser uma distopia bem legal. Ultimamente tem se lançado muitos livros desse gênero né, mas nem todos são bem escritos..
    Mas enfim, acho que esse seria bem legal de ler.
    Bjs

    ResponderExcluir
  11. Ahh, mas eu já li distopias que o começo não fosse maçante... Esse não é um livro que estou tão interessada em ler, quem sabe em outro momento.

    ResponderExcluir
  12. eu adoro esse tipo de leitura, distopia sempre me intrigam me transportam para um mundo diferente

    ResponderExcluir
  13. Sou uma grande fã de distopias, pela sinopse eu pensei que não seria tão bom, mas me enganei. A historia me chamou atenção e sem duvida não vejo a hora de poder ler, e esta capa é linda!!

    ResponderExcluir
  14. Adoro esse genero, é sem duvida muito bom! Esse livro ainda nao conhecia porem achei o enredo otimo! Ja esta na lista.

    ResponderExcluir
  15. Tenho aqui o livreto do primeiro capítulo deste livro e achei o enredo bem interessante. Parece ser uma ótima distopia, fiquei curiosa e os personagens e enredo parecem ter sido muito bem construídos. :)

    ResponderExcluir
  16. Gosto muito de distopias, mas essa no momento não me interessou. Realmente não fez meu estilo.

    Beijos

    ResponderExcluir

Comentários e elogios são sempre bem-vindos. Críticas são construtivas, agora, insultos e xingamentos são falta de respeito.
Desde já, obrigada pra quem comenta.

© Coisas da Amanda Todos os direitos reservados.
Criado por: Amanda.
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo