Lições do Desejo (Os Rothwells #02)

13 novembro, 2013

Atraente, sutil e tentador, lorde Elliot Rothwell é um homem acostumado a fazer sucesso entre as mulheres e a conseguir tudo o que deseja delas.
Mas isso não se aplica a Phaedra Blair. A brilhante e exótica editora não parece disposta a ceder a seu pedido e cancelar a publicação das memórias de um membro do Parlamento que podem manchar o nome da nobre família Rothwell.
A pedido de seu irmão mais velho, o marquês de Easterbrook, Elliot vai a Nápoles para negociar com Phaedra. Historiador de renome e autor de livros respeitados, tudo indica que ele seja a pessoa ideal para a tarefa.
Porém, em vez de encontrar a bela mulher descansando à beira do mar Tirreno, Elliot descobre que ela está presa por causa de uma acusação injusta. Graças ao prestígio da família, o nobre consegue libertá-la, mas também se torna responsável por ela até voltarem à Inglaterra.
Percorrendo juntos uma das regiões mais belas e românticas da Europa, eles vão descobrir que discordam de quase tudo o que o outro pensa ou faz – exceto o que fazem juntos na cama. E, nessa aula de prazer, será cada vez mais difícil saber qual dos dois tem mais a ensinar.

Desde o princípio Lições do Desejo prometia ser um romance diferente do que estamos acostumadas, não só porque o mocinho Elliot é um escritor que viaja para pesquisar mais para o seu próximo livro, mas sim pela mocinha que é muito mais independente que a maioria que está por aí.
Com seu cabelo ruivo marcante, as vestes usualmente negras e nada de espartilhos, Phaedra Blair já seria considerada diferente das moças da sociedade inglesa com quem se deve andar, para completar a personagem, ela segue os ideais que sua mãe anos antes tanto pregava, sobre o amor livre, nada de se prender a um casamento para se tornar propriedade de um homem que vai acabar por manipulá-la a seu bel prazer; não, Phaedra acredita no amor entre um homem e uma mulher em pé de igualdade, sem que nenhum dos dois tenha de ser suprimido para o relacionamento dar certo.
Esse pensamento a sociedade já conhece graças a sua mãe, Arthemis Blair, uma grande estudiosa que só não pôde ir mais longe por ser mulher em uma sociedade puramente machista. Mas Phaedra se orgulha da mulher que ela foi e faz o possível para preservar sua imagem, até uma história sobre um antigo camafeu que lhe foi deixado de herança começar a perturbar os pensamentos de Phaedra.
Em busca de resposta, ela embarca para Nápoles, mas seu objetivo é chegar a Pompeia.

Quanto ao senhor Elliot Eastbrook, o que o põe no caminho de Phaedra são objetivos diferentes. A moça teve de herança por parte da mãe um camafeu, mas por parte de pai lhe foi deixado algo que os membros da sociedade muito têm cobiçado: um livro de memórias que promete expor muita coisa. Apesar de ser o caçula e não ter tido contato com o pai, os rumores são de que há algo nestas memórias que possa manchar a imagem da família, por isso, a pedido de seu irmão mais velho, Elliot embarca para Nápoles atrás de Phaedra Blair.
Mal sabia ele que seria, justamente, a salvação da moça, uma vez que seus costumes “exóticos” não são bem vistos em outras terras, o que lhe acarreta uma confusão atrás da outra.
Elliot a liberta em Nápoles, mas para isso fica responsável pelas ações da senhorita Phaedra, que promete não ser fácil nem dócil, nem para salvar sua própria pele.

O que me agradou nesse livro foi justamente os personagens, principalmente a Phaedra e suas convicções, ela prega pelo amor livre sem saber o que ele significa, ela diz querer ser livre, não ser submetida a um marido, mas nunca chegou a conhecer o amor verdadeiro que te faz desejar casar. Por isso o relacionamento com Elliot acaba sendo tão legal, pois ele ao mesmo tempo que entende o que ela quer dizer, tenta mostrar o que ela se nega a acreditar.
É um romance de época que atravessa as fronteiras de Londres para mostrar costumes de outras regiões, o que arranca muita risada, isso eu garanto! Acabou me surpreendendo bem mais que o primeiro livro da série, pois tem diálogos mais inteligentes, tem uma trama por trás da história envolvendo o camafeu que era de Arthemis e a veracidade dos relatos contados nas memórias do pai de Phaedra, o que dá um ritmo melhor a história por ter um objetivo a ser alcançado.

A forma de narrar da autora não é a minha preferida, achei principalmente nesse livro que tem muitas frases curtas, ao invés de ligar uma na hora para dar continuidade ao raciocínio, a autora preferiu por usar pontos. Mas não é nada que torne difícil ou retarde a leitura, nem tira nem diminui a diversão e o romance desta história!


4 comentários:

  1. um livro muito interessante, gostei muito da historia, bem convidativa... e a capa está perfeita ...

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  2. gostei bastante . parece ser uma leitura intensa e de grande motivação... parabéns

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  3. Eu gosto de romances de época, e me apaixonei pela capa. Pretendo ler.
    Beijos.

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  4. Tenho um pé atras com esse livro, mas espero poder lelo em breve.


    xx

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