Conversando com... Jean Postai

13 julho, 2013



O Advogado da Vida
Jean Postai

01. O Advogado da Vida discute um dos temas mais polêmicos na nossa sociedade atualmente: o aborto; o que te impulsionou a escrever um livro que gira em torno disso?
Queria escrever uma história que fosse empolgante, e que ao mesmo tempo falasse de um direito básico: o direito à vida. Acho que o Direito precisa ser mais interessante, e os romances de tribunal podem colaborar com isto.
Escrever um thriller, um livro com emoção e suspense, que tenha como pano de fundo um dos grandes problemas da sociedade brasileira foi algo fantástico. As pessoas se interessam e discutem mais sobre o tema, e todos nós só temas a ganhar com isto.

02. O Dr. Arthur é um médico cheio de ideologias, e tem uma capacidade de persuasão que quando começa a discursar todos querem ouvir, ele é o tipo de homem que faz você mudar de ideia e aceitar tudo que ele diz! Existe alguém em quem você se baseou para desenvolver esse personagem? E os demais personagens?
Não. Talvez eu tenha utilizado um pouco de mim mesmo no Teo e no David. Fui estagiário e sou advogado, e acho que muitas das dúvidas e situações dos personagens eu mesmo já enfrentei!

03. Sobre o processo de criação do livro, como que foi? Desde o surgimento da ideia até o último capítulo, houve dificuldades? Muita pesquisa? Pensou em desistir?
Fui escrevendo durante à noite, trabalhando bastante. Primeiro criei o roteiro e depois fui desenvolvendo aos poucos. Teve muita dificuldade, já que escrever um texto de 1 ou 2 páginas é fácil: escrever um livro de 400 páginas é completamente diferente, é extenuante. Mas no final vale a pena. Não pensei em desistir, mas fiquei agoniado pela demora em ficar pronto! rsrsrs

04. Você, como advogado, teria a coragem de David para ser jogado aos lobos em um caso que toda a sociedade já havia condenado? Levando em conta o tipo de crime cometido pelo médico, claro.
Não sei, dependeria do cliente e da situação. Já enfrentei casos difíceis na minha carreira, mas acho que dependendo do caso toparia sim. Gosto de situações inovadoras.

05. Quando que surgiu a vontade de escrever um livro? Esse foi o primeiro?
Desde os meus 13 anos me recordo de inventar histórias. Gosto de criar. É meu primeiro livro, mas o segundo sai do forno até final do ano e será ainda melhor.

06. O processo de publicação foi longo? Como foi a busca por uma editora no Brasil?
Sim. Entre proposta da editora, revisões, diagramação, lançamento... pode contar um ano no mínimo, para mais. É bastante cansativo. A busca foi fácil, já que sabia que a Novo Século publica muitos livros de jovens autores, desde que estes se comprometam a ajudar a vender parte dos livros.

07. Há uma grande crítica sobre editoras que cobram para publicar uma obra, principalmente quanto a qualidade do cuidado com o livro, afinal, quando não há investimento por parte do autor para a publicação, a editora se esforça mais e mais para fazer um produto de qualidade que chegue aos leitores e venda; enquanto as editoras em que há um investimento, parece não haver toda essa dedicação, afinal já arrecadaram lucro em cima da obra. Você acha que isso realmente ocorre ou houve uma excelente dedicação por parte da editora para a publicação do livro?
Houve uma boa dedicação da minha editora. Há uma série de coisas que eu vejo que poderiam melhorar, mas isto faz parte da evolução, não? A Novo Século possibilita a você publicar um livro com grande qualidade, desde que você a ajude a vender os livros. Se você conseguir, pode até ganhar dinheiro mesmo no início da carreira. Se não, com certeza ganha pela qualidade do trabalho. Erros são normais, principalmente na primeira edição, do seu primeiro livro. Mas fazer e ousar supera tudo isto, e tenho certeza de que estou evoluindo muito.

08. O Advogado da Vida é um thriller jurídico, o que você acha do campo para esse gênero aqui no país? Afinal não são muitos livros que tratam da parte jurídica com tanto detalhe, o mais próximo eu diria que são os livros policias em que vez ou outra ocorre algum julgamento.
É muito, muito restrito, e gostaria de abrir este caminho. Acho que há um grande campo para isto e quero ser conhecido como um autor de thriller jurídicos. Por uma editora de porte nacional como a Novo Século, sinceramente acredito que fui o primeiro. Espero ajudar os leitores a gostar cada vez mais. O Direito pode ser fenomenal!

09. Você se imagina escrevendo sobre alguma história que não envolva o direito?
No momento não. Mas gostaria algum dia de escrever uma ficção científica.

10. Quanto ao incentivo aos autores nacionais, você acredita que vem crescendo esse incentivo ou ainda há aquele estigma de que só os livros internacionais são bons?
Acho que vem crescendo. Thalita Rebouças e André Vianco estão aí para provar que competência independe de nacionalidade.

11. O que você acredita que falta para que o produto nacional seja tão valorizado quanto o que vem de fora?
Aprender a vender é um dos motivos. O Autor brasileiro tem vergonha de ganhar dinheiro com livros. Vivemos em um país onde ver um cantor sertanejo ou um jogador de futebol ganhar dinheiro é normal, mas um escritor, é absurdo. Falta mudar esta mentalidade.
Além disto, damos desculpas de que os internacionais vendem mais, mas se olharmos os mais vendidos de auto-ajuda, ou não-ficção, geralmente há autores brasileiros lá. Falta mesmo são autores bons em ficção, mas tenho certeza de que logo teremos mais nomes lá.

12. O que te inspirou a seguir carreira como advogado?
Amo o mundo jurídico. Acho que um advogado pode mudar o conceito de uma sociedade sobre um determinado tema. Talvez seja a profissão independente que mais possa fazer pelas pessoas.

13. Qual a sensação de ter um livro seu publicado e em mãos?
Fantástico. Simplesmente inesquecível. Mas dá uma vontade enorme de fazer logo o segundo thriller jurídico! rsrsrsr

14. Um recado para os leitores.
Um especial abraço a todos os leitores do blog! Obrigado por compartilhar sua opinião sobre o livro desde já, e espero  colaborar para que se interessem cada vez mais pelo thriller jurídico!

3 comentários:

  1. A entrevista ficou bem legal! Fiquei com muita vontade de ler o livro, parece bem interessante, sério fiquei mesmo com vontade de ler! ;D
    Bjsss ;*

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  2. Gostei do gênero do livro e fiquei muito curiosa com ele!
    Amei a entrevista, é otimo poder ficar mais próximo do autor!!! Com esse livro posso até acreditar q o Direito é fenomenal.

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  3. Gostei da entrevista! Já conhecia o livro e tenho interesse em lê-lo! Legal saber que o autor continuará publicando mais livros. :)

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