Conversando com... Nicole Peeler

24 maio, 2013



Garota Tempestade
Nicole Peeler

A entrevista de hoje é um pouco diferente, ela foi feita pela Editora Valentina, que forneceu a todos os blogs parceiros a entrevista na íntegra, como ficou bem extensa, selecionei as perguntas que eu achei mais interessante para postar para vocês! As perguntas foram feitas por blogueiros e pela editora :)

O que te fez querer ser uma escritora? (feita pela Fernanda Cagno, do blog Brilho das Estrelas (http://brihodasestrelas.blogspot.com.br)
Eu fui inspirada pela Sookie Stackhouse, escrita pela Charlaine Harris. Li no avião e pensei “Posso fazer isso.” Quando voltei para casa, criei a Jane. Foi bem louco. Seis meses depois eu já tinha um agente, e logo após tínhamos vendido nosso primeiro livro.
 
Que outros projetos você está trabalhando e que gostaria de nos contar? (feita pela Luciana Zuanon, do blog Apaixonada por Romances (http://www.apaixonadaporromances.com.br/)
Estou trabalhando em dois novos projetos. O primeiro é uma fantasia, mas é mais uma história alternativa que urban fantasy. E o outro é um mistério paranormal. Em breve teremos novos anúncios, se tudo der certo.

Quais autores você admira e por quê? E quanta pesquisa teve que fazer para criar um mundo tão diferente? Quais fontes você usou? (feita pela Luisa Garrozi, do blog Fome de Livros (http://blog.fomedelivros.com.br/)
Eu admiro muitos autores. Nesse momento, minha heroína é Elizabeth Peters, que também escreve como Barbara Michaels. Ela é uma egiptóloga  que escreve mistérios e romances góticos. Eu amo os livros dela. Quanto à pesquisa, eu fiz um monte, mas foi tão divertido descobrir sobre essas criaturas que não foi um trabalho chato. Para encontrá-las usei muito a internet, mas também tenho alguns livros que são enciclopédias de seres mitológicos – foram bastante úteis.

Geralmente vemos a protagonista ter entre 16 a 20 anos, por que subir a idade da protagonista para 26? Queria fugir desse estereótipo ou tinha algo (ou vai ter) que impediria de ser contado se fosse mais nova? (feita pela Andréia Bittencourt, do blog Mon Petit Poison (http://www.monpetitpoison.com)
Eu queria que a Jane tivesse idade suficiente para que suas decisões fossem importantes, mas ao mesmo tempo em que ainda fosse jovem o bastante para ser inocente. Também queria que a infância traumática fosse relativamente recente, mas que já tivesse amadurecido a ponto de conviver bem com o passado.
 
A Jane é uma personagem sexualmente liberada e sem preconceitos, sou apaixonada por esse jeitinho dela e acho importante que haja personagens assim na literatura, acho-os necessários para construir um mundo menos preconceituoso. Mas aqui no Brasil, por exemplo, existem muitas pessoas preconceituosas que criticam a homoafetividade, sexo fora do casamento e sem intenção de reproduzir, por exemplo. Você já foi hostilizada ou sofreu alguma crítica por parte dessas pessoas, por ter construído uma personagem tão livre? (feita pela Irene Moreira, do blog Saleta de Leitura (http://saletadeleitura.blogspot.com)
Eu sempre levei a vida a mil e fui aberta quanto a valores. Por sorte, nunca sofri com isso. Sou privilegiada, pois tenho ensino superior, venho da classe média, sou branca e etc. Isso significa que consigo me defender. Além disso, as pessoas já me respeitam mais por causa de onde nasci e como fui criada. Então eu tento usar esses privilégios para falar por aqueles cujas vozes estão reprimidas. Acho que os livros da Jane são um pouco políticos, até porque não falam da luta de ser uma pessoa diferente, mas do prazer. Mostram que existe uma forma diferente de viver, fora dos padrões, digamos, caretas. Obrigada pela ótima pergunta.
 
Porque você escolheu o Old Sow como ponto de partida? (feita pela Thaís Cavalcante, do blog Pronome Interrogativo (http://www.pronomeinterrogativo.com)
O Old Sow é o motivo que todo autor deve pesquisar. Eu queria que a Jane nadasse perto de alguma coisa realmente perigosa, porque ela tinha que perceber que sua natação não era “normal”. Então eu comecei a pesquisar sobre o oceano perto do Maine e encontrei o Old Sow. É real, mas não poderia ser mais esquisito se fosse inventado. Um vórtice mortífero, no meio do oceano, nomeado em homenagem a um porco? Sério? Eu amei a ideia e usei. E praticamente se tornou um personagem na história.

A Jane vai encontrar a mãe? E como isso vai mudar a relação com o seu pai?(feita pela
Kel Costa, do blog It Cultura (http://www.itcultura.com.br)
Oooooh, isso é spoiler! Terá que esperar até o livro 3 para descobrir. É a vida!


É muito comum na literatura moderna personagens que possuem poderes sobrenaturais ou podem mudar de forma, mas normalmente se usa animais como pássaros ou lobos, algumas vezes até morcegos. De onde veio a ideia de usar uma foca? Porque a foca? Que poder uma foca poderia ter para fazer a Jane ser tão forte?
Eu tive uma aula de mitologia Céltica quando estava no ensino médio e me apaixonei pelos selkies. Eles são trágicos e bonitos, além de uma ótima metáfora para a mulher jovem que se sente presa entre dois mundos, o que é mais ou menos o que a Jane sempre foi. Quanto à força, eu queria escrever o oposto à heroína fodona. Eu acho muito fácil ser corajoso quando se tem anos de treinamento e máquinas poderosas à sua disposição. Mas ser corajoso quando se é vulnerável? Isso é a verdadeira coragem, e as mulheres mostram esse tipo de resiliência todos os dias. Eu queria recompensá-las por isso.


Por que o Complexo está localizado no Canadá? É uma piada? Não poderia ser em outro lugar?
Sempre achei engraçado como tudo acontece nos EUA, tanto nos livros como nos filmes. Alienígenas sempre invadem os EUA, vampiros sempre tentam dominar o mundo começando por Manhattan. Então eu tentei fazer coisas importantes acontecerem em outros lugares. Além disso, meus seres sobrenaturais não têm as mesmas fronteiras que os humanos, então eu criei o Complexo no Canadá. E Jane ama poutine*, então deu tudo certo.
*Comida típica canadense
 
Espero que gostem da entrevista!

 

5 comentários:

  1. Gostei bastante da entrevista!!
    Fiquei ainda mais curiosa para ler o livro!
    Sucesso a autora!!!

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  2. Que legal a entrevista!
    Acho esse livro bonitinho!
    Beijos
    Rizia - Livroterapias

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  3. amei demais a entrevista , adorei saber mais sobre ela

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  4. adorei a entrevista, uma protagonista mais velha deixa as coisas mais real , adorei

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  5. Adoreeei a entrevista. Muito legal o fato das blogueiras terem feito as perguntas. *-* Mas teve uma parte que achei um pouco tensa: " Sou privilegiada, pois tenho ensino superior, venho da classe média, sou branca e etc." Ser branco é um privilégio agora? UASHUASHUASH' Achei um comentário tenso, mas fazer o que, né? :p
    Estou participando de um book tour desse livro, espero gostar!
    Beijoos!

    http://livrinhoseeu.blogspot.com.br/

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