O Lado Bom da Vida

05 março, 2013




Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.



A vida de Pat pode se resumir em uma palavra: confusão. Ele está de volta em casa, depois de um tempinho no que ele chamava de lugar ruim, um instituto psiquiátrico para onde foi mandado depois de algo que ele sequer se lembra de ter feito. Mas não tem problema, porque agora ele está praticando ser gentil ao invés de ter razão e tem certeza de que logo tudo vai se acertar, afinal ele é um novo homem e logo o tempo separado de sua esposa vai terminar. Ele está malhando várias horas por dia e já perdeu pelo menos vinte e cinco quilos, que havia adquirido depois do casamento; agora ele também passa seu tempo lendo clássicos, e pode discuti-los com sua esposa, uma professora de literatura.
Mas enquanto o “tempo separados” não acaba, Pat está vivendo com os pais novamente – na mesma casa apenas, pois seu pai parece nem notar sua presença, não se dignando a lhe dirigir uma palavra qualquer.
O que o faz seguir em frente é a certeza de que vai ter valido a pena, ele vai se reconciliar com Nikki e as coisas voltaram ao que eram antes. Para isso, Pat conta com a ajuda, principalmente, de um terapeuta, o primeiro de muitos que parece realmente entendê-lo e o trata como um amigo. Seu melhor amigo e seu irmão também ajudam a melhorar o astral, com muito jogo dos Eagles e um tempo entre amigos; até a mulher de seu melhor amigo resolver fazer um jantar para casais, que envolve a problemática irmã dela, Tiffany.
Mas a lógica faz sentido: Tiffany também tem uma terapeuta, também passou por uma situação difícil e sabe como não é fácil se realocar em sua própria casa. Se não fosse tão estranha, Tiffany o agradaria – ah, e se ele não fosse casado!

Entre muita corrida e séries intermináveis de abdominais, com pausas apenas para o jogo de futebol americano e um pouco de literatura, O Lado Bom da Vida é o tipo de livro que, de certa forma, te faz captar o que é ser diferente e como pode ser complicado se reajustar em sua própria família; toda a situação de pisar em ovos para que Pat fique bem, todo o cuidado de não mencionar datas para que ele não perceba quanto tempo ficou longe, são pequenos gestos que, somados, formam toda uma farsa em que Pat é o protagonista do próprio filme de sua vida, filme este sem roteiro nem chance de editar as cenas.
Os fatos vão se interligando aos poucos para que tudo faça sentido – e faz! – Narrado pelo próprio Pat, faz o leitor entrar em sua mente confusa e realmente entender o que está se passando. Não tinha fé de que fosse o tipo de livro que daria um filme do Oscar, mas, sem dúvidas, é uma história que merece ser lida.


4 comentários:

  1. Oi Thays, adorei a resenha, confesso que ainda não li, mas já vi o filme e é emocionante.

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  2. Resenha muito boa!! ^^ Eu to muito ansiosa pra conhecer melhor essa história, mas confesso que quero assistir ao filme primeiro :P

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  3. a capa desse livro é bem interessante, o estilo dele é otimo, narrativa que sempre me conquista

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  4. tem uma capa bonita e a narrativa é boa, a tematica me chama atenção

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