Cinquenta Tons de Liberdade #3

22 janeiro, 2013

Atenção, pode conter spoiler de Cinquenta Tons de Cinza e de Cinquenta Tons Mais Escuros!


 Quando a ingênua Anastasia Steele conheceu o jovem empresário Christian Grey, teve início um sensual caso de amor que mudou a vida dos dois irrevogavelmente. Chocada, intrigada e, por fim, repelida pelas estranhas exigências sexuais de Christian, Ana exige um comprometimento mais profundo. Determinado a não perdê-la, ele concorda. Agora, Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades a sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulência de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele precisa aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar do que o atormentava no passado. Quando parece que a força dessa união vai vencer qualquer obstáculo, a malícia, o infortúnio e o destino conspiram para transformar os piores medos de Ana em realidade.





Para quem achava que essa trilogia seria horrível por toda aquela coisa de dominador/submissa, esqueça! Pode mudando de ideia, que, do segundo em diante o romance toma conta, para acabarmos em Cinquenta Tons de Liberdade...
Nesse último livro, a relação entre Christian e Anastasia é mais estável, estão melhor acostumados com a presença um do outro, mas ainda tem alguns atos que são inaceitáveis para um ou para o outro, como o ciúme exagerado de Christian... Mas quando estão em lua de mel, passando por diversos países, o ciúme fica esquecido um pouquinho, para desfrutarem desses dias de paraíso – claro, até que Ana volte a provocá-lo. A graça do início do livro está no quão fácil se tornou a convivência entre eles, um romance que pareceu começar de forma meio forçada com todo aquele clichê de amor a primeira vista, agora, quando já sabem tudo (quase tudo) um sobre o outro, a maneira como se aceitam embeleza a história.
Para você que pensa que era óbvio que a convivência entre eles se tornaria fácil, deixe-me lembrá-lo sobre como era uma relação para Christian Grey: ele é filho de uma prostituta, foi maltratado pelo cafetão dela, Christian era o tipo de homem que jamais passa a noite com sua parceira, muito menos permitia que ela o tocasse, quem dirá permitir que tirassem fotos suas acompanhado em público (o que gerou diversos questionamentos sobre ele ser gay). E com Anastasia, todas essas suas restrições vão se desfazendo, até mesmo a visão sobre sua própria mãe acaba mudando um pouquinho.
Mas a lua de mel não pode durar para sempre, e voltar para Seattle é trazê-los de volta a vida real. Anastasia ainda está se adaptando com seu cargo de editora, e com tudo que um cargo como esse trás, como assistente, reuniões, de fato ser ouvida; tudo que há tempo é muito corriqueiro para Christian. E mesmo que ela esteja tirando tudo de letra, sempre tem aquele momento de autopiedade em que pensa que não vai conseguir.
A vida real para Christian incluiu um incidente na empresa, que, depois da sabotagem do helicóptero no livro anterior, desperta muitas suspeitas. Não bastando, por mais que ele tente afastar Elena, a mulher que o levou para esse tipo de escolha sexual, ela parece sempre estar de volta.
O único problema quanto a esse mistério que a autora quis acrescentar a história, é que ao começarmos a ler o terceiro livro, todos já sabem quem está por trás, o que achei sacanagem no segundo livro, porque é um super spoiler que acaba com parte da adrenalina deste livro. A questão agora é descobrir o porquê, não quem está fazendo tudo isso.
Claro que Christian não poderia se preocupar só com quem parece querer atacá-lo, porque Anastasia Grey de volta a Seattle significa algumas afrontas. Ela já deixou claro que gosta de provocá-lo e ser punida (de forma leve), mas tem vezes que ela passa dos limites.
Mas até isso é bem explicado no livro.


Os e-mails trocados entre Ana e Christian continuam tendo sua graça, e é através deles que Anastasia nos explica algumas coisas, coisas estas que ela não tem coragem de dizer na cara de Christian, mas que não tem problemas em escrever.
Nesse livro vemos como os personagens podem evoluir mesmo que em três livros, a diferença da Ana de agora para a do primeiro livro é gritante! Claro que a irritante presença da deusa interior dela continua por todo o livro, mas essa deusa foi perdendo o foco depois do primeiro livro (em que ela aparecia em todas as páginas, quase).
O livro era o que eu esperava, mas isso não diminuiu minha empolgação com ele, achei uma boa forma de finalizar a história, com eles como marido e mulher, comprando uma casa, falando de família... Mas, como disse lá em cima, o romance puramente erótico deu lugar a um romance normal. Para muitos (como eu) isso agradou, mas sei que para tantos outros isso significou perda da qualidade da história, porque o “diferencial” que marcou tanto o lançamento do primeiro livro se abrandou m-u-i-t-o!
Um dos melhores momentos do livro são os bônus, um presentinho da autora logo após o fim do livro, com contos extras que nos mostram a visão do Christian pequeno (que dá vontade de abraçar e proteger do mundo *-*) e daquele primeiro encontro lá em cinquenta tons de cinza, como foi para Christian. Dá até uma ideia para os leitores de como seria a história se escrita do ponto de vista de Christian – o que não é uma má ideia!
No mais, a trilogia para mim foi boa! Não a melhor escrita, claro, mas não foi um desperdício de tempo lê-la. A qualidade do livro foi mantida no padrão da editora, e por mais que um errinho ou outro sempre apareça, em comparação com o segundo livro a revisão foi praticamente impecável.


8 comentários:

  1. achei essa trilogia muito boa , as capas belissimas!

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  2. Hum, sua resenha me deixou curiosa!!! Talvez, só talvez, deixe meu preconceito de lado e leia. :x

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  3. Eita!
    Eu gostei do primeiro da série, mas não morri de amores, motivo pelo qual não fui ler correndo o segundo e terceiro...
    Mas gosto de ler as resenhas dos outros e vê como continua esse romance doido desses dois.

    bjus
    terradecarol.blogspot.com

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  4. Ainda não li esse livro.. pretendo ler em breve.. eu ainda detesto a Ana.. não gosto dela de jeitoo nenhum.. mas se você diz que nesse ela está menos irritante.. eu acredito..

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  5. Adorei essa série. E também concordo com um quarto livro pelo ponto de vista do Cristian. A autora já está escrevendo mas parece que a Intrinseca não está querendo publicar. Se publicassem eu compraria com certeza. Beijos.

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  6. Eu particularmente achei o final deste livro chato, ficou uma coisa muito normal e sem graça :(
    Como todos sabemos esta trilogia não nenhuma obra prima, mas diverte e é um bom passatempo para quem não busca uma leitura complexa, eu ainda acho Crossfire bem melhor, a Sylvia Day é uma escritora de verdade, ela é muito boa e espero não me decepcionar com o final dessa série.
    Bjs,
    Pati

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  7. essa trilogia é muito interessante

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  8. Devo ter sido a unica que leu esses livros e não gostou

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