A Seleção

29 janeiro, 2013





Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
                Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
                Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

O mundo já não é mais como o conhecemos, em uma grande guerra a China mostrou seu poder e extinguiu o país que era conhecido por Estados Unidos da América. Agora se tornou Estado Americano da China, e desde então pequenos outros países surgiram, dentre eles Iléa, que é onde essa história se passa.
Não foi só na disposição e nos nomes dos países que o mundo mudou; a hierarquia social (e financeira!) agora é divida em castas, que vão dá primeira, que engloba a família real de Iléa, a oitava, que são os mendigos e pessoas muito necessitadas. Quanto mais próxima da casta oito, mais precária é a situação familiar, por isso quando chega a seleção – um evento em que todas as moças entre dezesseis e vinte anos são convidadas a se inscreverem e de onde trinta e cinco são selecionadas e vão para o castelo, aprender a ser uma princesa e tentar conquistar o príncipe Maxon – tantas famílias veem nesse evento a salvação de suas famílias, pois se sua filha for escolhida pelo príncipe como esposa, toda a família se tornará da casta um. É o que muitas famílias veem como a grande chance de mudar de vida.
Menos America Singer... E dentre todas as jovens de sua cidade, ela, uma jovem da casta cinco que não estava nada interessada na seleção, foi uma das escolhidas.
Não que ela não quisesse melhorar de vida, ela apenas não queria estar entre as futuras pretendentes do príncipe por saber que não vai poder amá-lo, afinal ela já está apaixonada e é correspondida, um amor puro e escondido que a faz sonhar acordada.
                Mas é por esse amor que ela se inscreve, como uma promessa a seu namorado secreto que jamais se perdoaria se ela perdesse a chance. E agora ela está dentro do castelo de Iléa!

                Cada mudança parece surreal; tem vestidos enchendo o seu armário, três criadas para atendê-la vinte e quatro horas por dia, mesa farta em todas as refeições. Parece até um sonho. Até que a realidade chega.
                Dentre todas as garotas, muitas não vão medir esforços para conquistarem a atenção do príncipe, utilizando até mesmo de golpes baixos se preciso for. E justamente por não estar tão interessada na coroa, é que America desperta a atenção do príncipe. Ela é uma jovem que sente saudade da família, sabe o que mundo reserva e não tem medo de expor suas opiniões, independente do assunto que se tratar... E no meio de tantas garotas que fazem de tudo para agradar o príncipe, com gestos educados, conversas polidas e o que mais preciso for, era inevitável que ela fosse se destacar.
                Nisso America vê uma chance única de ajudar sua família: cada semana passada no castelo, significa um cheque chegando em sua casa como “bonificação”; e por enquanto o príncipe parece satisfeito em mantê-la por perto. Mas conhecer mais o príncipe Maxon faz America por seus sentimentos em xeque, tanto pelo príncipe, quanto pelo homem que julgava ser o amor de sua vida, mas que partiu seu coração.

                Vi muitas pessoas relatando que ao ler esse livro não o vê como uma distopia, e por mais que eu identifique os elementos que dão base as distopias, tenho que dizer que esse livro é diferente de todos os demais. A estrutura é muito bem criada e os personagens se desenvolvem ao correr das páginas, são personagens de conteúdo, Maxon, por exemplo, realmente quer se esforçar para futuramente ser um bom rei, e America é uma garota de opinião que não se deixa influenciar facilmente, e merece respeito por isso; o diferencial mesmo, na minha opinião, é o clima do livro. Distopias ultimamente remetem a destruições, guerras, grandes conflitos e muita ação, o que é levemente presente neste livro, que tem um enfoque maior no romance, nesse triângulo amoroso.
                E isso não me decepcionou em nada, pelo contrário. A Seleção é o tipo de livro que faz você se ver cativa da história desde o primeiro capítulo, a leitura flui com tanto gosto que não dá vontade de largar, e sim, é do tipo de livro que depois que termina deixa você com uma ansiedade incrível pelos próximos livros.
                Quando vejo muita gente comentando sobre um livro, corro para ler e ter minha própria opinião, e normalmente acabo discordando de uma coisa ou outra, mas com A Seleção não teve como não concordar com tudo de positivo que tem sido dito sobre o livro, é uma leitura deliciosa e super recomendada!

10 comentários:

  1. arrazou, essa capa é perfeita, e ja soube que ja tem o segundo 2/volume e a capa é ainda naum perfeita

    ResponderExcluir
  2. Eu fico meio dividida entre ler ou não esse livro :P Sei lá, ao mesmo tempo que tem toda a coisa da distopia, que eu acho super legal, e o lance das castas, ele me parece meio fraco. Sabe, como se faltasse criatividade pra história ou sei lá. Mas aí leio resenhas positivas falando que é tudo de bom, e admiro essa capa linda, e fico com vontade de ler. Hahaha. Não decidi ainda. Quem sabe um dia =P
    Beijão!


    http://nossosromancesadolescentes.blogspot.com

    ResponderExcluir
  3. Estou querendo muito ler este livro.
    Parece ser realmente diferente e a cada resenha que leio fico mais animada. O livro parece fazer muito o meu estilo.

    Beijinhos,
    Thais P.
    http://thaypriscilla.blogspot.com

    ResponderExcluir
  4. Estou lendo esse livro e adorando
    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias
    http://livroterapias.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  5. Tenho o livro ainda na versão quase-boneca da editora e quero muito ler! Acho a temática muito interessante e divertida! E poxa... princesas, sabe? lol

    ResponderExcluir
  6. Esse livro é um mimo! Li ele recentemente e espero ansiosamente pelo 2° livro que está para estrear. Tem uma linguagem super envolvente e fácil, além de um enredo novo para livros distópicos. Simplesmente adoro!

    ResponderExcluir
  7. Eu pretendo ler esse livro o mais rapido possivel..
    o problema é que ainda não comprei...

    ResponderExcluir
  8. Um livro que me surpreendeu e muito, não esperava gostar tanto dele e agora não vejo a hora de ler a continuação.
    Bjs, Rose.

    ResponderExcluir
  9. Tenho esse livro em ebook. $Esta na minha lista de leitura. Só que ele ainda não me conquistou completamente.
    Adoro a idéia e tals, mas essa coisa de big brother dele, o mata. kkkkkkkkkkkk

    Resenha linda!!

    bjus
    terradecarol.blogspot.com

    ResponderExcluir
  10. Eu nunca tinha lido uma distopia… Sim, não li “Jogos Vorazes”, meu santo realmente não bateu com aquele livro. Enfim, eu amei “A Seleção”, achei uma estória bem criativa e empolgante, quanto mais eu lia, mais queria. Em pensar que eu havia deixado de lado desde a primeira vez que ouvi falar deste livro, pensei que fosse uma coisa meio infantil, afinal de contas, o que você pensaria sobre uma estória que envolve um príncipe em busca de sua princesa? Porém eu já havia lido “O Diário da Princesa” e foi por este motivo que dei uma chance, mas não foi apenas isto algumas amigas também me falado muito bem deste livro. Acabei não resistindo.

    Blog: http://worldbehindmywall.fanzoom.net/
    Twitter: https://twitter.com/Blog_WBMW

    ResponderExcluir

Comentários e elogios são sempre bem-vindos. Críticas são construtivas, agora, insultos e xingamentos são falta de respeito.
Desde já, obrigada pra quem comenta.

© Coisas da Amanda Todos os direitos reservados.
Criado por: Amanda.
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo