Conversando com... Jane Herman

12 outubro, 2012

Depois de um bom tmepo sem atualizar essa coluna, trago para vocês a entrevista que fiz com a Jane Herman, autora do livro Entre a Nobreza e o Crime que já foi resenhado aqui no blog!


Entre a Nobreza e o Crime
Jane Herman


1- Entre a Nobreza e o Crime foi originalmente postada como uma fanfic de Twilight... Foi a primeira que você escreveu? E como você descobriu esse mundo de histórias escritas por fãs?
Foi a primeira sim e não, porque antes eu havia feito uma adaptação "desadaptada" de um livro da Penny Jordan, Rede de Sedução. Faz tanto tempo que descobri o mundo das histórias escritas por fãs que nem lembro muito bem de como o descobri! Acho que foram amigas que me apresentaram!

2- Como você acha que a faculdade que você já fez, os livros que você já leu, até mesmo filmes influenciaram na sua escrita e na elaboração dessa história?
O escritor que afirma que não há influências externas naquilo que escreve está mentindo, porque sempre há, mesmo que não estejamos plagiando nada de específico. As faculdades que fiz marcam permanentemente o que escrevo. Um amigo meu, que leu EANEOC, me chamou a atenção que sempre busco uma referência histórica, e elas estão nas notas de rodapé do livro e em todo o texto. É espontâneo, não é que eu me force para escrever um livro culto! A culpa disso é que a minha 2ª graduação é em História :)
Tenho autores nos quais bebo na fonte, é claro. No meu texto e nos temas os quais abordo, acho que há um tiquinho de Sidney Sheldon e Mario Puzo! Meu autor favorito de todos os tempos é o Fiodor Dostoievski, mas nem me atrevo a tomá-lo como inspiração. Ele está muito acima nos degraus dos mestres!

3- De onde veio a inspiração para desenvolver essa trama?
Sempre fui fã de histórias de máfia, além de policiais. Meus estudos de História se voltaram muito para a nobreza (principalmente nobreza na Idade Moderna), então escrever sobre dois dos meus temas favoritos foi inevitável.

4- Na história Irene é uma mulher de notáveis conhecimentos, bem como o pai dela, isso demandou muita pesquisa, acredito eu. Como autora, como você estabelece essas pesquisas? É algo já premeditado quando cria o perfil dos personagens ou vai surgindo com o decorrer da história?
Conceber personagens é uma coisa, colocá-los para "funcionar" é outra completamente diferente! A primeira ideia que tive da Irene foi de uma mulher rebuscada, um pouco (ou muito!) pedante, e o estilo de escrita do livro precisava acompanhar essas características dela - afinal, quem leu o livro com atenção, sabe que é um livro da nobre Irene. Eu estava escrevendo um livro sobre Irene e cheguei a essa conclusão apenas quase no final, porque é impossível se premeditar uma coisa dessas!
A pesquisa foi essencial, é fato. Mas a pesquisa mais marcante que fiz foi a respeito dos costumes da nobreza contemporânea, modus operandi da Máfia Russa e politicagem na Grã Bretanha. O restante foi muito fácil!

5- Quando começou a escrever Entre a Nobreza e o Crime, já imaginava que seria uma história com tanto conteúdo?
Quando eu comecei a escrever Entre a Nobreza e o Crime, pensei que eu fecharia toda a trama em 6 meses, jamais cogitei que um Livro II seria necessário. Então a resposta é "não".

6- Quando surgiu a ideia e a vontade de publicá-la como livro?
Não surgiu a ideia em momento algum. Muitos leitores comentavam que a história rendia livro, quem sabe até filme, mas nunca levei a ideia seriamente. Até o dia em que recebi um convite da Elisangela, a diretora executiva da Editora Lio. "A Infiltrada", da Natália Marques, outra ex-fanfic, havia acabado de ser publicada pela mesma editora, mas fiz piada por semanas com o suposto convite. Não acreditei!

7- Como foi a busca por editoras, você chegou a mandar para várias? Esperou muito tempo por uma resposta?
Como já disse, não houve busca por editoras. Uma outra editora contactou também, mas foi depois da Lio, agradeci e segui o meu caminho.

8- Como foi essa mudança de ter os reviews na internet para comentários sobre o livro já impresso? Qual a sensação?
É diferente, mas também não deixa de ser igual. É diferente porque, na internet, o leitor comenta capítulo por capítulo, não a história inteira. Adoro ter a história comentada capítulo por capítulo! É muito legal ser ficwriter por isso! Escrever fanfics também nos prepara para receber críticas negativas e positivas, o que inevitavelmente vai acontecer quando temos nosso livro resenhado. Porque é impossível ler um livro e gostar de tudo nele, sempre temos um "porém"...

9- Como leitora tanto do livro quanto da fanfic, acho os nomes escolhidos no livro muito mais pomposos e imponentes, soa até melhor! Como foi essa adaptação da fanfic para uma história com personagens de sua autoria? Demandou muito tempo?
Escolher nomes foi uma das partes mais fáceis. Irene era o nome da minha avó, uma senhorinha com certos dons psicológicos e de manipulação a la Irene Hargensen, embora utilizasse isso de outra forma. Ela foi "trabalhada" de outra forma, porque não tinha um Bernard Hargensen como pai (risos), e além de tudo, vivia em um lar convencional, cercada por gente convencional. O nome de Viktor foi escolhido por ser russo e por ser simples, eu precisava de algo assim para ele. Alguns nomes foram decididos mais para o final, como o do Arthur.

10- Acredito que essa seja a mais frequente das perguntas, mas não posso evitar: a segunda temporada tem sido postada agora, você planeja lançá-la como livro também? Tem uma ideia de quando isso pode acontecer?
Na internet há apenas os sete capítulos em diante do Livo II - a editora chama de Segunda Temporada, mas não me habituei (risos). Estou concluindo e ele será publicado em 2013.

11- Como é a sua relação com os seus leitores? Ainda continuam comentando no site em que você posta ou mudou alguma coisa?
Tenho grandes amizades que começaram como relação autor-leitor. Já conheci muitos pessoalmente e autografei seus livros! Eles são o gás da minha Coca-Cola. Ainda estão firme e forte nos sites comentando, embora precisemos levar em consideração que a fanfic EANEOC não tem renovação de leitores há um ano, que é o tempo que o Livro I saiu da internet. Os leitores que conheceram a história pelo livro têm, na maior parte, resistência com histórias publicadas na internet, então todos os leitores que tenho são aqueles que estão acompanhando há mais de um ano! Lógico que há aqueles que conseguem a versão de fanfic por meios escusos, mas esses não merecem entrar na estatística (risos).

12- E como é a sua relação com os seus personagens? Muitas autoras dizem que seus personagens tem vontade própria, é assim com você também?
Lógico que sim! Sou brinquedinho nas mãos deles. Defendo a todos eles, são meus filhinhos mimados e caprichosos, embora nenhum deles se pareça física ou emocionalmente comigo... com exceção do Jesse Wasperlock, a não ser pelo amor pelos "tóxicos".

13- Qual você acredita ter sido a maior influência na sua escrita?
Diversas. Sidney Sheldon, Mario Puzo e Agatha Christie são objetivos a serem alcançados! Quem sabe algum dia?

14- Tem algum outro gênero que você gostaria de explorar?
Romance histórico. Tenho uma história pronta do gênero. Na minha cabeça.

15- Que recado você gostaria de passar aos seus leitores e fãs?
Em primeiro lugar, gostaria de agradecer aos meus leitores da fanfic EANEOC, que com seus comentários tornaram a história conhecida no mundo virtual. Depois que anunciei que publicaria, diversos conhecidos do mundo real saíram da toca e confessaram que leram a história na internet sem saber quem era Jane Herman de fato, inclusive uma das minhas melhores amigas! Sem vocês, EANEOC não se tornaria livro. Em segundo lugar, gostaria de agradecer aos blogueiros parceiros, novos leitores e aos interessados, que com seus comentários me envaidecem e me fazem refletir. Obrigada!


O que acharam da entrevista e de conhecer um pouquinho mais da Jane? Adorei o livro e as respostas dela e estou ansiosa pelo próximo livro!

11 comentários:

  1. Adorei a entrevista!
    Eu sou simplesmente apaixonada por essa história, leio desde 2010, quando o Livro I estava no Capítulo 24 e fui uma das que disse várias vezes que EANEOC merecia virar livro.
    Quando a Jane avisou que isso ia acontecer, posso dizer que de uma certa forma fiquei orgulhosa com isso.
    Tenho contato com a Jane desde essa época, e ela sempre foi simpática comigo, ela é atenciosa com as leitoras, e isso conta bastante na hora de se ter interesse em ler algo.
    Apesar de ser uma história com bastante conteúdo, Jane nunca se perdeu na escrita, como alguns que escrevem até menos do que ela, acabam perdendo o fio e algo que poderia ser bom é destruido.
    Continuo acompanhando EANEOC como fanfic, e estou muito curiosa para o desfecho, mesmo sabendo que esse só deve chegar com o livro.
    E quem não leu, leia EANEOC que vale a pena. O livro pode parecer "caro", mas o conteúdo vale cada centavo.

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  2. Sou fã número um deste livro e da autora, ela tem tudo para dar certo, tem um futuro promissor e o sucesso é inevitável. Estou apaixonada pelo casal Irina & Vicktor, que dupla ardente, o nome Irene é forte, imponente como a personagem e coube com uma luva. Estou super ansiosa para ler a sequência!
    Sobre escrever romance histórico, eu apoio plenamente, adoro o gênero e tem muitas que ficariam felizes com a publicação de um livro nacional do estilo!
    Sucesso para autora e estou torcendo para que tudo dê muito certo para ela ;)
    Bjs,
    @PatriciaADavis

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  3. Ótima entrevista! Amei ter conhecido mais um pouco sobre a Jane e o seu belíssimo livro.

    Beijos!

    http://beyondofbooks.blogspot.com.br/

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  4. Obrigada pelo convite de jogar conversa fora com você, Thays.

    Beijos :*

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  5. HaliceFRS11:59:00 PM

    Como não amar a entrevista? Impossível. Jane desde o começo recebe novas leitoras com atenção e simpatia e nos leva por esse mundo louco que gira em torno da nobreza da milady e da criminalidade do mafioso.
    Muito bom conhecer seus gostos literários assim como me reconhecer entre as tantas que acreditavam em sua estória como um livro.
    Parabéns á Jane pela criatividade e ao blog por divulgá-la mais...

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  6. Ah, como eu amo ver isto acontecendo. Acompanhei EANEOC quando era fanfic e era completamente apaixonada, pois a autora sempre escreveu de maneira divina. A história é totalmente diferente de tudo o que vemos e nos envolve completamente.
    Lembro que me atrasei muito para o colégio já que virava noites lendo 'só mais um pouquinho'.
    Agora pretendo adquirir o livro que tanto quis que se tornasse real e assim chegasse à mais pessoas. Essa é uma história que as pessoas DEVEM ler, já que nos surpreende a cada novo capítulo.
    Adorei a entrevista e parabéns Thays por abrir este espaço à pessoas maravilhosas como a Jane.
    Desejo muito sucesso à autora e quero que esse romance histórico que ela tem em mente torne-se logo um livro. *-*

    Beijos,
    Samy. - http://samyaquino.blogspot.com

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  7. Não conhecia, acho que nunca li uma fanfic e até pouco tempo não sabia o que era, uma amiga que me falou sobre.
    Rafa
    Blog Melody
    http://rafaacarvalho.blogspot.com.br/

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  8. Acho interessante a coluna, pois é uma forma de você conhecer melhor o escritor(a)/autor(a) e, até mesmo, sua obra. Muito legal a sua entrevista com a Jane Herman. Espero que tenham muitas outras entrevistas.

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  9. Já vi algumas resenhas sobre este livro, adorei, gostei muito da sua entrevista, adorei a autora e o livro.

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  10. Adorei a entrevista a Jane é uma fofa, a acompanho desde que o livro era uma simples fanfic.

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  11. Muito interessante como o mundo das fanfics vem sendo descoberto! Porque são histórias de verdade e há pessoas com talento no meio! Fico muito feliz com o verdadeiro valor que andam dando. :)

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