O Começo do Adeus

20 setembro, 2012



Anne Tyler nos leva a um romance sábio, assustador e profundamente tocante em que descreve um homem de meia-idade, desolado pela morte de sua esposa, que tem melhorado gradualmente pelas aparições frequentes da mulher — na casa deles, na estrada, no mercado. Com deficiência no braço e na perna direita, Aaron passou sua infância tentando se livrar de sua irmã, que queria mandar nele. Então, quando conhece Dorothy, uma jovem tímida e recatada, ele vê uma luz no fim do túnel. Eles se casam e têm uma vida relativamente modesta e feliz. Mas quando uma árvore cai em sua casa, Dorothy morre e Aaron começa a se sentir vazio. Apenas as aparições inesperadas de Dorothy o ajudam a sobreviver e encontrar certa paz. Aos poucos, durante seu trabalho na editora da família, ele descobre obras que presumem ser guias para iniciantes durante os caminhos da vida e que, talvez para esses iniciantes, há uma maneira de dizer adeus.


Nada em sua vida seguiu de acordo com o planejado... Quando nasceu Aaron era um menininho perfeito, mas uma doença quando tinha poucos anos de vida comprometeu seus movimentos do braço e da perna direita; foi fazer faculdade longe de casa para nunca mais voltar, mas assim que se formou seu pai adoeceu e o chamou para pedir ajuda, desde então toca os negócios da família, uma editora para autores independentes; não era do tipo que fica constantemente pensando em formar uma família, mas ao conhecer Dorothy, uma médica anos mais velha que ele, Aaron viu que havia achado seu par.
Dorothy era ao mesmo tempo perfeita e imperfeita... Mesmo sendo médica, nunca foi o tipo de pessoa que fica em cima de você analisando cada movimento e cada dor, o que Aaron achava ótimo, pois sendo deficiente desde criança, cresceu cercado por uma mãe e uma irmã que o enlouqueciam com tanto cuidado; mas essa “distância” de Dorothy era em relação a tudo, o que chegava a ser incômodo, nunca se preocupando com boa forma, muito pelo contrário, nem com aparências, estava longe de ser uma mulher vaidosa, também não se interessava pelos assuntos da casa, de forma que nunca lhe serviu nem um chá – podia ser uma ótima médica, mas na cozinha era um desastre.
Até que um dia, depois de uma pequena e boba discussão, uma grande árvore que crescia ao lado da casa e sempre preocupou Aaron, despencou sobre o solário, onde Dorothy estava. Definitivamente o tipo de situação que ninguém está preparado para enfrentar, que pegou Aaron de surpresa e trouxe sentimentos que ele nem sabia existir. Mas o maior de todos foi a saudade.

Ao mesmo tempo em que esse livro me pareceu um relato – um tanto confuso – da superação de um homem que acabou de perder a esposa, me pareceu uma forma de Aaron por em cheque tudo que havia vivido com Dorothy nos últimos anos, desde que se casaram. No decorrer das páginas ele analisa o rumo que sua vida tomou e o que gostaria de ter feito, como as coisas deveriam ter sido e até conversas que gostaria de ter tido com Dorothy... Mas agora é tarde demais para isso. Porém ele tem de seguir em frente, certo?
Ele só não sabia como.
Até que um dia, passando pela casa que estava sendo reformada, Aaron viu Dorothy ali parada. Em outras ocasiões trocaram algumas palavras, e isso foi, de certa forma, ajudando-o a superar e manejar a tristeza, até encontrar uma forma de seguir em frente.
O grande problema é que achei mal relato essas aparições de Dorothy, a história é atemporal e quando Aaron relata essas aparições, ok, você pensa que é coisa da cabeça dele pela perda e tudo mais, mas o ponto é que outras pessoas a veem também, Dorothy chega a conversar com Aaron e contar coisas que ele não sabia sobre ela, e isso parece normal! As pessoas que a veem se surpreendem, é claro, mas ninguém diz nada, não comenta nem procura descobrir se ela não morreu ou que diabos aconteceu. Bom, já que os personagens não sabiam disso, eu digo: não é completamente normal você ver alguém que já morreu, principalmente não tendo relação nenhuma com ela!
A história da parte do Aaron me pareceu boa, ele aprende a superar e seguir em frente. Mas essas aparições da Dorothy? Me pareceram ilógicas e desnecessárias, sinceramente.



11 comentários:

  1. Olá Thays!
    Aaron parece ser um personagem muito forte por tudo o que ele já passou e sofreu desde pequeno. Alguém realmente interessante para se conhecer a história, além de nos dar força para superar momentos difíceis em nossas vidas. A história deste homem parece nos mostrar que, as vezes, transformamos pequenos problemas em algo imenso, quando outras pessoas que sofrem tanto buscam a solução.
    Esse livro parece ser bem emotivo, mas essas aparições me deixaram bem decepcionadas. A história parecia ser boa através da sinopse, mas estou receosa sobre essa Dorothy 'fantasma'. :|

    Beijos,
    Samy Aquino
    http://samyaquino.blogspot.com

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  2. Já li algum comentário de que não se entende o por que da capa, que coisa muito louca. Bom, eu não li, mas acho que muitas coisas deixaram a desejar nesse livro.

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  3. Não tenho vontade nenhuma desse livro, não gosto desse tipo de história de superação, auto-conhecimento, encontrar a si mesmo e blá blá blá...
    Uma que é confusa ainda? haha Não, obrigada.

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  4. Eu queria ler esse livro, porém agora me pareceu confuso.
    Rafa
    Blog Melody
    http://rafaacarvalho.blogspot.com.br/

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  5. Eu tava com tanta vontade de ler esse livro, mas agora estou achando até meio absurdo. Mas a história parece ser boa, até... "Bom, já que os personagens não sabiam disso, eu digo: não é completamente normal você ver alguém que já morreu, principalmente não tendo relação nenhuma com ela!"
    Beijo =D

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  6. Faz pouco tempo que ganhei o livro adoro a capa mais ainda não tive a oportunidade de ler...mais parece ser bem legal...

    xoxo

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  7. quero muito ler o livro, gostei muito da resenha e da sinopse!

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  8. gostei muito da resenha e já ouvi falar maravilhas do livro, quero ler em breve

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  9. o livro parece ser otimo adorei a narrativa

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  10. Criar coragem para ler esse livro, é o que digo. Aparentemente, parece ser um livro tão sofredor que me dá medo. Muito emotiva com livros!

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