Cinquenta Tons de Cinza #1

18 setembro, 2012





Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja.







            Confesso que quis ler o livro mesmo por curiosidade, pra ver o que é que tinha nele que causou toda aquela confusão nos Estados Unidos, e toda essa febre e loucura por onde quer que ele seja publicado.  Então, só repassando rapidinho, o livro conta a história de Ana (Anastasia Steele), uma garota que está se formando na faculdade, e, como sua amiga ficou doente, ela ficou encarregada de entrevistar o jovem e bem sucedido empresário Sr. Grey, que será o convidado de honra em sua formatura. Quando chega ao local da entrevista, Ana é um desastre só, chegando até a se estatelar no chão da sala de Grey, antes mesmo de começar a entrevista. Mas é lá, durante a entrevista, que ela descobre que é capaz de sentir o que todas as garotas, inclusive de seus livros, e o que queriam dizer quando falavam que se sentiam completamente e profundamente atraídas por alguém. A entrevista acaba e Ana segue seu rumo, achando que nunca mais veria o Sr. Grey, a não ser em sua formatura, mas é no vai e vem, e desenrolar da história, que eles se reencontram, e a atração é mútua, e a partir daí, Ana vê em Grey não somente um homem atraente, mas inteligente, que se preocupa com a família e com as outras pessoas, mas, além de tudo, autoritário e dominador. E ela, ingênua, inocente, ciumenta, e insegura, acaba se encontrando desesperadamente atraída e apaixonada por ele.

             É aquela história: ela quer mais, ele tem “medo” de compromisso. Ele quer mandar, e ela, desobedecer.

            Com opiniões diversas à parte, e relembrando que a resenha é a partir do meu ponto de vista e expressão pessoal, ou seja, cada um tem a sua, e todos têm o direito de discordar. Relembrando isso, agora sim, vou dizer o que eu sinceramente achei do livro. Ele conta a história de Ana e Grey, envolvidos em um relacionamento basicamente sexual, e englobando o universo/estilo de vida BDSM. Até aí, tudo parece, à primeira vista, um tanto quanto interessante, eu admito – mesmo não me interessando pelo assunto (BDSM), confesso que fiquei curiosa por toda a história em si, desde o fato da autora ser uma antiga autora de fanfic e ter se baseado em Bella e Edward para “montar” seus personagens, até toda a polêmica que causou, principalmente nos Estados Unidos.

            No entanto, é no decorrer da história e durante a leitura que vai se formando a minha opinião, e uma única palavra vinha à minha mente: Surreal. Eu, sinceramente, não tenho problemas com livro de ficção, fantasia, e tudo o mais que está relacionado à este tema, mas acho que, a autora, escrevendo em um universo que seria considerado “normal” pra gente, ou seja, o que todos nós vivemos, acabou montando esse espaço/ambiente um tanto quanto fictício demais, o que, já de início, deixou um pouco a desejar, pra mim, na história. Mas ainda sim, eu persisti e fui até o fim. Ao desenrolar da história, percebe-se que é basicamente um livro de romance erótico, onde a mocinha é sempre a menina casta e inocente, e, o “mocinho”, o garoto mais experiente que acaba “caindo de amores” pela mocinha.

            Como um esqueleto de uma história, acho que a narração em si soa bastante promissora, no entanto, acho que foi isso que careceu um pouco durante o livro. A narrativa ainda é fraca, até um pouco chula, e forte, sem dúvida, o que me leva a acreditar que a autora poderia ter revisado um pouco mais, e reparado algumas de suas ideias para que se adaptassem melhor à história e ao livro em sim. Mas além desses parâmetros contextuais e gramaticais, acho que o que realmente não me ganhou foi a abordagem da história em si. Uma coisa é ser autoritário e dominador na cama, outra bem diferente, é levar isso para a “vida real”. Esse é o tema que, a meu ver, levanta a maior polêmica. Não vou dizer que odiei o livro, porque sinceramente, acho que todos sabem do que se trata um livro antes mesmo de começar à lê-lo. Então, se não estivesse interessada, não leria. É, no entanto, a falta de progresso, passagens mal formuladas e mal desenvolvidas que me deixaram mais em cima do muro - e além disso, acho que a formulação dos personagens também. Achei que Grey, como um todo, foi um personagem bem desenvolvido e definido pela autora – é basicamente tudo o que uma mulher deseja + BDSM. No entanto, Ana foi quem me deixou mais irritada. Além de seus pensamentos incoerentes e imaturos, ela é aquele tipo de personagem que fica batendo na mesma tecla, mesmo havendo mil negativas à frente. Durante a história, vemos que Grey acaba progredindo um pouco quanto à sua relação não só com os outros, mas principalmente o “amadurecimento” de suas ações. Já Ana parece progredir em marcha ré. Sim, quando todos acham que ela finalmente vai crescer, ela acaba dando 5 passos pra trás. Enfim, é um livro que, apesar de todo o seu conteúdo erótico ser bem escrito, carece de um pouco mais de desenvolvimento da história, ambiente, e personagens. E, apesar de todos os tipos de mídia e números de venda dizer o contrário, não é para todos. É sim um livro erótico, com cenas de sexo explícitas, bem como linguagem e abordagem um pouco forte. Por isso, não recomendo às pessoas que não gostam desse gênero.
            Quanto a mim, acho que ainda vou esperar um pouco para ler o próximo livro; pesar um pouco os prós e contras da leitura, e quem sabe, um dia...

            Agora, quanto à questão de nova tendência editorial, e começando à ser popularizado como mommy porn – pornô para mães, termo meio escrachado, na minha opinião, né, mas enfim... – acho que essa tendência já existia, com os livros de banca e romances épicos água com açúcar, mas acredito que isso vai dar mais valor à esse gênero que já existe, e quem sabe, desmistificar um pouco do tema – sexo –, e de como é abordado. Sei que minha opinião quanto ao livro não ficou muito clara, mas pode-se dizer que é assim que eu me sinto em relação à ele: Não sei direito o que pensar. Mas enfim, se vocês quiserem ler outras resenhas e opiniões com relação à esse livro, indico a resenha da Denise, no My Book is... e da Andhromeda, no Desigusson.com.

            Espero que tenham gostado! ;)
            Beijoos :*
            Thayná.



15 comentários:

  1. Aiiinn que fofa!!!
    Obrigada pela indicação. <3

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  2. Olha, esse livro não me deu vontade de ler ainda justamente pelo que todo mundo fala, sobre a narrativa pobre, mal desenvolvida e tudo o mais! Li resenhas positivas dele, também, mas foram em número bem menor!
    É lógico que com todo o auê em cima dele, sempre tem aquela curiosidadezinha, mas como tenho tipo trocentos livros não lidos aqui em casa, não vou acrescentar mais um à lista, ainda mais um que não tenho taaanta vontade de ler assim!
    Quanto à nova tendência editorial, o mommy porn (hahha esse 'título' ainda me faz rir, podiam ter achado algo melhor), acredito que se refira não ao gênero em si, mas à atenção que ele tá tendo, se é que me fiz clara.. hahahaha Tipo, o gênero já existia, como você falou, nos livros de banca e tudo o mais, mas o boom veio com essa nova abordagem do tema, entende?
    Ai, ficou confuso! =S ahahhahha
    Anyway, gostei da crítica! Beeeeijos =*

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  3. Thayná, são diversas as opiniões sobre o livro. Então, eu comecei a ler e ainda não terminei, pois o gênero é interessante, porém há alguns aspectos que deixam a desejar.
    Beijos

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  4. Denise: Que nada! Obrigada você por deixar :) Foi por causa da sua resenha que eu fiquei curiosa pra ler o livro! hahaha :p

    Gabi: Oi gabi!!! :D
    Então, eu entendi sim o que você falou, e até concordo, mas, a minha questão é: Antes já existiam os romances de banca, e então, será que eles não se encaixam no "Mommy Porn" também? Tipo, acho que um diferencial é a questão de que os livros mommy porn são vendidos em livraria e têm um acabamento e revisão melhores, mas ainda sim, não deixam de abordar os mesmos assuntos que os de banca...
    Mas enfim, concordo com você que o "boom" veio com essa nova abordagem, e eu também acho que poderiam ter achado um nome melhor do que mommy porn, mas né :/

    Elis: Não é? Eu acho que se a autora tivesse desenvolvido um pouquinho mais, ficaria um livro bem razoável, sabe? Não que ele seja ruim, mas como você disse, há muitos aspectos que deixam a desejar...


    Obrigada girls, pelos comentários! :*

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  5. Estou bastante vontade de ler o livro, fiquei curiosa com as resenhas que li, tanto positivas como negativas.

    http://devaneioselivros.blogspot.com
    @DevaneiosLivros
    Viviane de Andrade

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  6. Acho que minha mãe não deixaria eu ler esse livro. Enfim, sempre tive curiosidade de ler esse livro e depois de tantas resenhas me obrigo a ler. K

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  7. Viviane: Eu também fiquei curiosa por causa das resenhas que eu li! Acho que vale a pena conferir ;)

    Brena: HAHA, eu achava que a minha mãe não ia me deixar ler, mas depois que ela pediu esse livro de presente, tá tudo liberado! HUASHUAHUSAS :p

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  8. To curiosíssima pra ler esse livro, justamente pra descobrir o porquê de tanto alvoroço rsrssr

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  9. Minha mãe leu postagem desse livro e disse que ainda não é pra minha idade e coisa e tal ma ela quer ele se eu gnhar esse livro ¬¬ aff se ela ler eu leio tambem u.u Otima resenha foi bm ver sua opinião sobre esse livro ^^

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  10. Não foi o melhor livro que ja li mais ja li piores que esse apesar de ter achado um pouco forte demais!!!

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  11. ja ouvi fala muito desse livro , mas ainda naum tive o interesse de lê-lo, naum me chama a atenção!

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  12. Me sinto estranha quando as pessoas falam tão bem deste livro/trilogia.
    Achei ele tão fraquinho, sem gracinha =/
    Li os 3 e o último foi o menos ruim, principalmente nas partes sem sexo repetido e frescurites.

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  13. nao vejo a hora de poder ler o livro, ele parece ser otimo

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  14. A primeira impressão que 50 Shades nos deixa é incrível e fabuloso. Afinal como pode existir um Christian Grey (irresistível e misterioso)? Mas a escrita ruim ofuscou para mim toda a "mágica" do livro, além do sucesso e a repercussão exagerada da mídia! Li o 2° sem muita coragem e até hoje vivo dizendo que tenho que ler o 3° para fechar compromisso, mas a vontade é nula!

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  15. desde que ouvi falar desse livro que tenho curiosidade de ler ele, parece ser bem interessante

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