Vida Roubada

13 dezembro, 2011


Em junho de 1991, aos 11 anos de idade, Jaycee Lee Dugard foi raptada enquanto esperava o ônibus da escola. Pelos próximos 18 anos, sua vida se tornou um verdadeiro pesadelo. Abusada pelo homem que a sequestrou, acabou se tornando mãe de duas crianças - e, de certa forma, também irmã, para tentar aplacar o intenso isolamento em que vivia.

Ao acordar naquela manhã Jaycee jamais imaginaria o que estava prestes a acontecer, e o seu primeiro pensamento foi sobre faltar a aula, mas não o fez para que o padrasto não ficasse zangado. Isso lhe custou sua liberdade.
Aos onze anos de idade, Jaycee já ia sozinha pegar o ônibus para a escola todas as manhãs, nessa em especial, em junho de 1991, ela estava chegando próxima ao ônibus quando foi abordada e sequestrada por duas pessoas, que logo veio descobrir ser Philip e sua mulher Nancy.
Assim, por 18 anos Jaycee foi privada de levar uma vida normal, sendo confinada em um pequeno estúdio que ficava no quintal da casa de Philip, com o tempo ele a levou a outros cômodos e até fez um muro para abrir mais espaço para ela. A verdade é que com o tempo Philip lhe fez muitas coisas, entre elas estuprá-la e engravidá-la.
Agora, dois anos depois de ter sido solta, Jaycee vem através deste livro contar a dura realidade a qual foi submetida durante dezoito anos, a maior parte de sua vida foi dentro daqueles cômodos apertados, aprendendo a se virar sozinha quando ainda era criança, tornando-se mãe no início da adolescência e suportando um homem que dizia que os anjos falavam com ele, que tudo que ele fazia era porque os anjos mandavam.
Além do mais, Philip também tinha problemas sexuais e se envolvia com drogas, e sonhava que um dia ficaria famoso com as músicas que compunha e tocava em sua banda.
Foi nessa atmosfera de ilusão e falsas promessas, embalada pela saudade que sentia da mãe e da irmã que, na época dos acontecimentos, era apenas um bebê, que Jayce Lee Dugard cresceu, sendo proibida sequer de falar seu próprio nome. E agora ela nos conta a sua história.

Ler esse tipo de livro faz você refletir de tudo que já reclamou na vida, mas não é esse o ponto principal, e a intenção não é de julgar ninguém – é apenas um sentimento que bate a cada página lida. O que comove realmente é tudo que ela passou, sendo só uma criança, e sabe quando você lê e fica pensando o que ela deve ter pensado na hora? Nesse livro Jaycee nos poupou do trabalho, contando em cada capítulo uma parte de sua vida, e no fim do capítulo ela colocando uma reflexão sobre como se sentia na época em relação aquilo e como se sente hoje, o que leva o leitor a compreender com mais afinco tudo que ela sofreu.
O livro conta também com várias fotos de vários momentos, que são explicados ao decorrer da história e que ilustram tanto a vida de Jaycee antes de ser sequestrada quanto momentos que viveu lá dentro, como foto dos gatos que chegou a ter e de suas filhas quando bebê, e conta também com trechos de diários que Jaycee escreveu escondida de Philip durante os anos em que esteve lá – uma das poucas coisas que foi devolvida a ela após toda investigação particular.
O ponto principal é o modo como uma pessoa pode manipular uma criança, aquele velho terror que a deixa com as pernas bambas e mesmo sabendo que ali estava uma chance de escapar, seu principal pensamento era “e depois?”.
Em Vida Roubada conhecemos a história de Jaycee Lee Dugard, que nos 18 anos em que esteve confinada manteve contato com outras pessoas, e nunca revelou sua identidade pelo medo do que lhe aconteceria, e do que aconteceria com as crianças, afinal ela jamais deixaria as meninas para trás.
A única coisa que eu achei que ficou faltando foi o desfecho final. Em um momento Jaycee comenta do tribunal do júri a que seus sequestradores foram levados, então só achei que faltou revelar em como terminou isso – o que, para os curiosos como eu, pode ser facilmente descoberto na internet, mas mesmo assim. Informações sobre Philip também podem ser encontradas, e cá entre nós, ele era louco. A quantidade de condenações a que foi submetido deixa isso bem claro!

9 comentários:

  1. fico arrepiada com histórias assim, ainda mais reais. fico pensando até que ponto as pessoas chegam, no quanto o ser humano pode ser ruim se quiser. credo :S não li muitas histórias do tipo, mas não por falta de curiosidade; acho que é mais uma questão de coragem mesmo.

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  2. É dificil acreditar que essas coisas acontecem até hoje, não consigo nem imaginar como seria passar por uma situação dessas.
    Como já comentei no twitter com você, fiquei muito interessada em ler esse livro, agora é esperar o money pra comprar. hahahha

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  3. Virginia de Oliveira6:46:00 PM

    Nossa é um absurdo tão grande e é tão triste ver o que um ser humano é capaz de fazer. Como alguem poderia cometer uma monstruosidade dessa? Quando vejo noticias assim só consigo imaginar o que é que se passa na cabeça de alguem para fazer isso. Espero que isso nunca aconteça com mais ninguem, porque se é triste pra quem só escuta as noticias imagine então como deve ser para quem foi vítima.
    @virginiadeob

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  4. Quando vejo casos assim, de pessoas mantidas em cativeiros por tanto tempo, fico imaginando o que deve ter se passado na cabeça da pessoa (que muitas vezes são crianças no começo). Imagino que deve ser um livro bem interessante esse, ao mesmo tempo que é bastante tenso.

    Bjs,

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  5. que horrivel essa historia! imagina como essa mulher esta agora? claro que muito melhor do que quando tava presa, mas msm assim, ficarão marcas pra vida toda! alguns anos na cadeia é pouco pra gente que faz uma coisa dessas

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  6. Podem me chamar de frescurenta, mas não, definitivamente não consigo ler esse livro, me deprime livros assim, me faz pensar o quanto a vida é perversa, como é realidade )))=

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  7. AIAIAI Não gosto desses tipos de livros ! Me deixam triste a pensar em udo o que a pessoa sofreu ! Não vou ler mas não porque a historia nã é boa e porque não quero chorar ! beijos !

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  8. Parece ser bem triste... e eu adoro livros tristes! Esse parece ser bem tenso mas pretendo ler.

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  9. Parece ser uma historia bem trágica...Acho horrível pessoas que fazem esse tipo de coisa é realmente muito chocante...

    xoxo

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