Jogo de Poder

02 junho, 2011


Em Jogo de Poder, Valerie Plame Wilson, ex-agente da CIA, tem sua vida e carreira devastadas por acusações falsas criadas pela Casa Branca e o governo Bush por falar abertamente a verdade do poder constituído. A autora assistiu de camarote tanto à politização do serviço secreto pré-guerra quanto aos esforços da Casa Branca para evitar as críticas pós-invasão. Ela foi sacrificada, tal como um Bode Espiatório, o canário que era colocado nas minas de carvão para servir de alerta contra vazamentos de gás. Seu livro representa um testemunho muito sério sobre o clima insalubre da política atual nos Estados Unidos.

Quem nunca viu um filme americano e sonhou com a CIA, em fazer parte do escalão mais bem treinado e valorizado? Pois bem, Valerie Plame também tinha esse sonho, a diferença é que ela conseguiu realizá-lo.
Jogo de Poder é a história de como ela começou na CIA, seu treinamento e viagens internacionais em missões de agente secreta, espiã ou como você preferir chamar. Mas nem tudo na CIA é glamour, e é exatamente esse o ponto forte do livro, o modo como tendo suas palavras destorcidas para que a equipe presidencial dos Estados Unidos não tivesse de assumir um erro, Valerie teve sua identidade revelada e sua vida virou um inferno.
Depois de casada e mãe de gêmeos, um casal, Valerie decidiu seguir trabalhando meio período na CIA, isso na época antes e depois do atentado terrorista aos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001, e mais que o atento, na época em que os Estados Unidos buscava um motivo para começar uma guerra contra o Iraque. Esse é foi o grande motivo para tudo dar errado. Os americanos insistiam que o Iraque e países próximos estavam comprando urânio para bombas, que eles tinham armas nucleares e podiam a qualquer momento começar uma guerra. Para provar se essa teoria estava certa ou não, foi recomendado o marido de Valerie, Joe Wilson, um ex-embaixador aposentado, para ir ao Níger tentar descobrir a verdade. Ele foi sendo recomendado por um dos agentes que trabalhava com sua esposa, e voltou dizendo que não havia evidências de que o Iraque estava comprando elementos para produzir uma bomba nuclear.
Mas a grande questão é que no discurso do presidente foi dito que haviam encontrado provas, que a guerra estava declarada ao Iraque antes que o Iraque resolvesse agir primeiro e atingi-los. Dali em diante tudo virou uma confusão, tentando provar que não havia dito nada daquilo, Joe começou a ser atingido pelos partidos de direita, e quando não havia mais como destruí-lo, partiram para cima de sua mulher revelando a identidade de uma agente secreta.
O livro trata sobre a luta de Joe e Valerie contra o próprio governo americano, mostrando que a corrupção não existe só no Brasil não, que o governo Bush foi provavelmente o mais corrupto dos governos, mostrando também que a CIA pode ser uma grande agência de inteligência, mas a política é feita de forma suja e baixa, e até mesmo a CIA pode ser comprada.

A história em si tem tudo para ser interessante, mas a forma como ela foi exposta no livro não me agradou. Os fatos não são relatos de maneira inteiramente cronológica, muitas vezes tendo de voltar a tal ano o que faz você se perder um pouco, outros pontos também eu achei que ficaram um pouco vagos, não que fossem partes fundamentais para a história, mas, por exemplo, há um momento que ela está começando na CIA, no momento seguinte ela já está casada e tendo filhos, o que faz você pensar “de onde esse homem saiu?” porque ele literalmente caiu de paraquedas no meio da história.
Acredito que sendo a história que deu origem a um filme, ela fique realmente melhor contada em filme, pois sendo um livro muito extenso, contendo muitos dados e partes censuradas pela própria CIA – que em alguns pontos são ridículas, porque há vezes que é só uma ou duas palavras que podem facilmente ser deduzidas – acabou ficando de difícil compreensão e assimilação.
Então aqui fica minha honesta opinião: é uma história boa e interessante, tem um tema que intriga – porque eu particularmente nunca li um livro que exponha tanto do governo americano e da CIA, que são pintados como “certos, bons, justos” e outros adjetivos do gênero, tendo seu lado podre revelado. Porém não foi bem desenvolvida. Há informações no final que deixam alguns pontos mais esclarecidos, mas ainda assim, ficou devendo no quesito desenvolvimento e coesão, porque parece que em vários pontos a autora perde um pouco o fio da meada e repete o mesmo fato uma e outra e outra e outra vez, ao invés de ir direto ao ponto.


7 comentários:

  1. A estória em si não me agrada muito.
    E realmente, quando existe na narração essas viagens no tempo, o escritor tem que ser MUITO bom para conseguir passar bem a informação e não fazer o leitor se perder...

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  2. Estou muito curiosa, descobri esta semana que tinha um livro, agora nào sei se vejo o filmes ou espero o livro :-S duvida cruel rsss.

    Adorei a resenha.
    Beijocas

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  3. Vivi, na minha humilde opinião 'haha eu acho que essa história vai funcionar melhor como filme, to até com ele aqui pra ver, e depois confirmo
    :)

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  4. Agora estou curiosa pra ler esse livro :D

    @Jennifer13d

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  5. A capa e o titulo me lembra filmes que passam na sessão da tarde e na tela quente HHAUAHUAHUAHUAH
    Ótima resenha (((=

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  6. A capa é linda demais ! Me lembra aqueles cartezes de filme ! Quem me dera ter esse livro ! Otima resenha ! Beijos !

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  7. já ouvi criticas negativas quanto a estoria mais eu amei!

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