O Guarda-Roupa Alemão (UFSC 2011)

18 abril, 2010

Conterrâneos da minha querida Santa Catarina!
Bom, já que assim como eu, muitas pessoas estarão prestando vestibular esse ano, resolvi fazer uma resenha de alguns livros que li para o vestibular. Agora vou ser franca: Quer passar no vestibular? Não adianta ficar só lendo resenhas e resumos da internet não! Tem que ler o livro! É importante e é bom!

Então, o livro da vez é “O Guarda-Roupa Alemão” de Lausimar Laus. (Autora de Itajaí \o/)

Sinopse: “O Romance de Lausimar Laus narra, em dois cenários diferentes, Blumenau e Itajaí, a vida dos imigrantes em Santa Catarina. Pelo ponto de vista de Homig, a história da família Ziegel e, através dela, a da imigração alemã no Vale do Itajaí. Quilômetros abaixo, na barra do rio, e pela perspectiva da professora Lula, a da imigração açoriana. A imigração alemã é, no entanto, o ponto central do livro.
Lausimar mescla, de maneira prazerosa, o cômico, o trágico, o poético. Além disso, seu trabalho com a linguagem é cuidadoso e detalhado. Com Lula nos vem o linguajar de origem açoriana, seus termos característicos, o emprego do "tu", ainda usado, com o verbo na segunda pessoa, apenas no litoral catarinense e no cearense, justamente onde os açorianos se fixaram.”


Como a sinopse mesmo disse, é um romance super regionalista, dando maior ênfase às cidades de Blumenau e Itajaí, mas não deixando de mencionar outras, como Itapema e Tijucas.
A leitura é um pouco confusa, principalmente pelo fato do livro não ser separado em capítulos. Ele é um todo. Uma única história. Então, as vezes, há confusão sobre se quem está narrando é Lula ou Homig, sem contar na confusão de não saber quem é avó/tio/tia/primo de quem, devido também a mistura de narradores também.

A história fala sobre uma família de imigrantes alemães e sua vida em Santa Catarina. Aborda a questão dos casamentos de antigamente, onde crianças muito novas já se casavam – como aconteceu com vó Sacramento, que se casou com Klaus quando ele tinha 22 anos e ela 12 – e a partir de qual momento começavam a constituir família. Fala do extermínio dos índios e das colônias que haviam aqui. Sobre o preconceito do brasileiro com o alemão, e visse versa, e sobre as confusões que se metiam por causa dessa rixa. Além da miscigenação das raças, que era praticamente um pecado para os alemães.

Fala também sobre como o alemão gostava de manter a raça pura, então, quando as crianças (principalmente os meninos) eram novas, perto da época de fazer faculdade, o mandavam para a Alemanha, onde estudavam, se formavam, conheciam uma alemã de boa família, se casavam, e constituíam família lá mesmo.

Relata também alguns casos envolvendo sexualidade, como o caso de Hilda, que gostava de andar a cavalo pelada pelos campos, ou então de Menininha, que se envolveu com Seu Ataliba, um homem casado, com filhas que tinham a mesma idade dela, se não mais velhas.

E além de tudo, e quase que por último fala da 2ª grande guerra (Segunda Guerra Mundial), dando mais ênfase devido à Hittler, e a briga dos brasileiros que não aceitavam as decisões dele contra os alemães que apoiavam a purificação da raça.

Apesar de ser um livro pequeno, envolve temas conflitantes, que se misturam com o dia-a-dia dos “galegos” e dos colonos, e que, se duvidar, vemos até hoje.

INTERESSANTE: Por que Guarda-Roupa Alemão?
Eu procurei na internet e achei isso: Lausimar Laus deixa claro, em carta para um amigo, que tudo o que escreve vem de suas vivências e, de forma bastante explícita, comenta sobre o guarda-roupa e sua relação com esta peça fundamental dentro do seu romance:

“O guarda-roupa era um móvel que havia em casa de minha avó Maria Amélia Stuart, mãe de minha mãe, que se casara com um norueguês. Era, de fato, um móvel alemão, quase até o teto, que me fazia, quando criança, pensar muito nele. Tinha milhões de coisas antigas dentro dele e até figurinos do século XVIII. A minha imaginação maquinava sempre. Pra mim ele não era um móvel. Era gente, porque eu sempre falava muito sozinha, como se houvesse gente a minha volta, quando criança.”

Opinião pessoal: Eu achei esse post meio confuso, mas é também porque o livro É confuso, não tem como negar. E o que me pegou de jeito foi a falta de separação de capítulos. Digamos que sem capítulos é como se fosse uma leitura única, que você não consegue pausar, e isso pra mim foi horrível.
Apesar de falar da nossa cultura e tudo mais, achei um livro muito desgastante, cansativo, enjoativo. Só gostei, pelo fato de conhecer mais a nossa história (SC), mas não leria de novo, nem leria por “vontade própria”.

Link de uma análise bem completa sobre o livro aqui.

PS: Estou pensando em publicar esses livros sobre vestibulares aos domingos, mas ainda está em fase de "pensamento", então, não garanto nada.

3 comentários:

  1. Nossa, esse livro parece ser chato demais! Odeio livros confusos, como você mesmo disse que é. Pelo menos você conheceu a história de Santa Catarina e isso é bom! (?) HUASHAUSHUA

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  2. Ok a capa não me chamou a atenção e a historia parece ser muito confusa ! Por isso não vou ler ! Adoro um romenece mas nem sempre que dizer que eu gosto !

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  3. curioso o nome do livro , mas parece ser bem elaborada a historia, curti

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